Lereado
TEXTOS, PREFÁCIOS E DISCURSOS

Contra-Capa do Livro EITA GOTA, 3ª. Edição

Contra-Capa do Livro EITA GOTA, 3ª. Edição

Efigênio Moura soube absorver e, mais que isso, transmitir todo o espírito de nordestinidade que permeia a alma dos que aqui nascem. Com um linguajar fácil, alegre e bem humorado, o livro proporciona uma viagem às cidades paraibanas no interior de uma Veraneio lotada de passageiros interessantíssimos, cada um deles com a peculiaridade caririzeira que enobrece a alma e acalanta o coração dos povos nossos. O livro é prefaciado por Marco di Aurélio, Zelito Nunes e Bráulio Tavares (precisa dizer mais alguma coisa?) Vale a pena pegar um bigu na Veraneio MN 1903, cobrir-se de poeira matuta e conhecer um pouco mais desse chão tão rico quanto sua gente maravilhosa.

XICO BIZERRA Fechar

Convite de Casamento de JAMESSON E DIANA

Convite de Casamento de JAMESSON E DIANA

INVENTAMOS O VENTO QUE VENTOU O AMOR E SE TRANSFORMOU EM BRISA A AREJAR NOSSAS VIDAS;

FIZEMOS CHOVER A CHUVA BEM CHOVIDA QUE FEZ FLORESCER PÉS DE FULô PARA PERFUMAR NOSSOS DESTINOS;

A ESTRELA MAIS BONITA QUE ACENDEMOS HAVERÁ DE ILUMINAR NOSSAS VEREDAS FUTURAS;

E NEM FOI PRECISO DESCOBRIRMOS UM SENTIMENTO PRA GENTE SE AMAR PORQUE ELE JÁ EXISTIA E SE CHAMA AMOR;

GRAÇAS A DEUS NÓS QUISEMOS Fechar

Depoimento sobre PINTO DO ACORDEON para livro de Onaldo Queiroga

Depoimento sobre PINTO DO ACORDEON para livro de Onaldo Queiroga

PINTO, COM O ‘P’ GRANDE DE POESIA

Alguns têm por tarefa em sua passagem pelas bandas de cá grudarem uma sanfona no peito e saírem pelo meio do mundo alegrando o nosso povo. Outros, poucos, aliam a essa missão o dom de emprestarem com perfeição a voz para tornarem mais felizes ainda quem tem a dádiva de escutá-los. Nesse time, e fazendo as duas coisas com a beleza e a perfeição de um Poema bem escrito, está Pinto do Acordeon, cabra de Conceição do Piancó, por lá ter nascido, mas do Nordeste e do Brasil, pela extensão e importância de sua obra.

Considero-me suspeito para tecer comentário sobre a obra desse grande músico, por dele ser fã incondicional. Outrossim, sinto-me completamente à vontade para fazê-lo, por conhecê-lo pessoalmente de uma forma muito superficial, e, por isso, não me deixar influir por uma amizade que pudesse se refletir na minha avaliação.

Vai, Pinto, cumpre tua missão e sai por aí tocando tua sanfona e deixando que tua cantiga seja mensageira das vontades e desejos, das alegrias e quereres do teu povo, como um dia fez Gonzaga, como faz ‘seu’ Domingos. Que tua cantiga e teu tocar sigam ternurizando o coração e alma do povo desse nosso Brasil, tão grande quanto teu talento.

XICO BIZERRA, Poeta e Compositor,
numa manhã de Março/2011, vendo os pingos da neblina promiscuírem-se com o azul do mar de Candeias. Fechar

Depoimento sobre a Obra da Pintora ÂNGELA FELIPE - Natal - RN

Depoimento sobre a Obra da Pintora ÂNGELA FELIPE - Natal - RN

ÂNGELA: PINTANDO POESIA

Arte é tudo aquilo que enternece os olhos, ou os ouvidos, ou, e principalmente, o coração. Seja pintura, música ou poesia tem a arte o condão de ternurizar os sentimentos, fazendo-nos bons, ainda que assim não sejamos por completo. Por sua força e magia, a arte proporciona ao homem a certeza da existência do amor.
Quando me deparo com a obra de Ângela, belas mulheres num juntado de cor que se fazem acompanhar de um misticismo delicado que se espalha ao redor, percebo a existência de poemas com rimas de cor brotadas de pincéis que matizam versos como se fossem todos eles oriundos de uma aquarela colorida, numa métrica perfeita de palavras transformadas em imagens.
Ângela carrega o encanto de quem faz versos com o pincel na mão e constrói rimas com a paleta a seu dispor. Daí a força e o vigor de suas telas.
Vai, Ângela, segue colorindo o mundo, vestindo suas mulheres com poemas da melhor seda, ornamentando o que já é belo com a beleza maior que consegues extrair de tua alma.

XICO BIZERRA,
numa noite de Outubro 2011, vendo a lua refletir-se no azul mar de Candeias. Fechar

Discurso na entrega de título de Cidadã Recife à IRAH CALDEIRA

Discurso na entrega de título de Cidadã Recife à IRAH CALDEIRA

Cumprimento o Povo que aqui se encontra, em sua casa, os seus representantes, Vereadores aqui presentes, a Mesa, tão bem composta, e quero dizer que o Recife hoje amanheceu mais alegre, se debruçou sobre seus rios e pontes para saudar a sua mais nova cidadã: IRAH CALDEIRA.

Não sei se a escolha do meu nome pra fazer essa saudação foi a melhor alternativa, pela suspeição. Suspeição decorrente da admiração que tenho por essas IRAHS que se encerram nessa IRAH: a artista, que dispensa comentários, todos conhecem seu talento e a mulher, a guerreira, a lutadora, que adotou o Recife como sua cidade-mãe.

Hoje, IRAH recebe esse título tão grandioso. Costumo dizer, em tom de brincadeira, que a Cegonha que trouxe IRAH ao mundo estava vindo pro Recife, chegou lá pras bandas de Minas Gerais, se destrambelhou lá por cima e IRAH caiu, mas o seu destino seria o Recife, cidade guerreira e libertária como ela. Mas hoje esse fato se concretiza. Acho que apenas se oficializa o que de fato IRAH já assumira: sua condição de filha do Recife.

E daqui, embora não tenha procuração formal dos artistas para representá-los, o faço com a maior tranqüilidade por saber que é pensamento unânime de toda a classe o merecimento desse título. Parabenizo IRAH pelo dia de hoje, mas parabenizo, também, o Vereador JOSENILDO SINÉSIO pela justeza da iniciativa e, sobretudo, a todos os recifenses pela nova cidadã que a cidade ganha.

Luis Berto na apresentação de um de seus trabalhos diz o seguinte: “Se minha fosse, eu prenderia essa patativa numa gaiola, penduraria na sala lá de casa, e ela iria cantar o dia inteiro pra eu ouvir”. Faço minhas as palavras dele.

E, pra terminar, quero dizer a IRAH, do fundo da alma – e IRAH sabe que minha fala é e sempre será apenas a tradução do que pensa minha alma, da minha alegria pessoal pelo dia de hoje. Por fim, sugerir à nova cidadã que, a partir de hoje, todo dia, repita sempre, com o maior orgulho, mas baixinho, para não parecer arrogância e para não causar ciúmes ou inveja: SOU DO RECIFE, DE FATO E DE DIREITO.

Parabéns, IRAH. Fechar

Discurso no recebimento do titulo de Cidadão Recifense

Discurso no recebimento do titulo de Cidadão Recifense

Senhores Vereadores, Ilustres amigos que compõem a Mesa, Meus conterrâneos:
Não nos é dado o direito de escolher a cidade pra nascer, embora tenha tido a sorte de ter nascido no Crato; mas pude escolher outra Cidade para também amar: e eu escolhi o Recife. Desde quando aqui cheguei, início dos anos 70, contemplando suas pontes, seus rios, seus mercados, suas ruas, seus bairros e, principalmente, sua gente, senti que uma paixão estava começando. E ela só fez crescer ao longo do tempo. Aqui estudei, me formei, casei e tive dois filhos, ambos nascidos nessa Veneza tão linda. Os Recifenses me receberam de braços e corações abertos.
Hoje, por iniciativa do povo recifente, democraticamente representada pelo Edis que compõem esta Casa, recebo o título de Cidadão. Apenas me reconhecem um direito que de fato eu já assumira: ser Recifense, de coração. Posso garantir que, se um dos critérios para essa escolha for o de amar e respeitar o Recife, o título foi bem conferido. Feliz daquele que não tendo o privilégio de nascer no Recife vê o Recife escolhê-lo como cidadão.
Dizer da honra e do orgulho de ser Recifense parece-me óbvio. Sou conterrâneo de Ariano Suassuna, Miguel Arraes e Hélder Câmara, que, mesmo sem terem nascido aqui, como eu, também são daqui; sou do Recife como João Cabral, Manoel Bandeira e Carlos Pena Filho e tantos outros amigos que aqui estão. De hoje em diante farei exatamente o que recomendei a Irah Caldeira quando, aqui nessa mesma Câmara, ela recebeu esse título: todas as manhãs baterei nos peitos, com o maior orgulho e direi, baixinho, para não parecer arrogância ou prepotência nem despertar inveja em quem aqui não nasceu: EU SOU DO RECIFE.
Obrigado. Fechar

Livro CIÇO E LUZIA, de Efigênio Moura - Prefacio de XICO BIZERRA

Livro CIÇO E LUZIA, de Efigênio Moura - Prefacio de XICO BIZERRA

A responsabilidade de escrever um Prefácio quase inibe a serelepisse de que fui acometido quando recebi o convite do Autor para fazê-lo. Logo eu, cuja obra literária se resume a alguns poemas, a minguados artigos em Jornais e a apresentações de discos e DVDs de amigos/colegas do forró, a merecer tamanha honraria? Mas sou do Crato e sujeito que desembucha praquelas bandas não mija fora do caco tampouco se apavora com tarefas a si atribuídas, mesmo quando elas se encontram em patamar superior à sua sabença para executá-las a contento. Assim, cá estou pra falar das contações de histórias de Efigênio Moura, esse filho de Pernambucana com Alagoano, nascido na Monteiro de Ilmar e Flávio, morador na Campina Grande de Jessier e granjeado entre a Pilar de Zé Lins do Rego e a Itabaiana de Zé da Luz. Terá bons antecedentes esse cabra? Será boa sua folha-corrida?
Com o privilégio de acesso ao livro antes de qualquer outro leitor, fí-lo com apetite voraz, engraçando-me, logo de início, para encantar-me a seguir. Fosse música, seria uma mistura de Clã Brasil com suas meninas bonitas e a sanfona gostosa de Dominguinhos; fosse quadro, seria as cores de um Van Gogh caboclo retratando flores matutas numa paisagem caririzeira. Mas não é nem uma coisa nem outra. Ou é, convertidas em literatura prazerosa, parideira de profundas emoções. Debulha-se a cada página virada um sertão e um ser tão sertão: Ciço, nome herdado de seu padroeiro, de quem também sou devoto, meu padim e conterrâneo Romão Batista. Apaixonado por Luzia, filha do dono da Fazenda Macaxeira em que trabalha, Ciço vem provar que o amor vale a pena, sempre. Comecei a ler e quando dei fé, tinha terminado, como acontece com as coisas boas. Num ‘tiquim’ de tempo cheguei às três letrinhas da última página. Fosse a tarefa o descarrego de um caminhão entulhado de cimento, é bem capaz que ainda estivesse lá, saco a saco botando abaixo. Ufa!
Nesse passeio pela vizinha e querida Paraíba, pude conhecer muita gente boa, além dos personagens principais: o galego Galdino, fugido de Sertânia por conta de uma peixeirada bem empregada que deu num cabra safado que mexeu com sua mãe; Ana Clara, nome urbano de uma cabocla sertã, mãe de Tôco, Pitôco e Catôco; Dona Juvina, vó de Luzia e sábia conselheira; tomei conhecimento de Chico Romão e de Santana, pais de Ciço; de Tiana, tia dele. Também fui apresentado à camarada Sabida, sua amiga fiel, cachorra de estimação. Muito prazer. ‘Sarthisfarção’ das grandes tê-los conhecido.
Não bastasse a deliciosidade do texto em si, o livro traz a riqueza de um glossário riquíssimo de expressões nossas e, principalmente, uma forma diferente e inovadora de se fazer romance: na verdade são contos ‘empaeirados’, como bem define o Autor, sem obediência rígida a qualquer sequência absoluta, mas a uma sucessão lógica de fatos independentes, mas conectados entre si, possibilitando sua leitura, a qualquer tempo e a partir de qualquer página, sem prejuízo do entendimento da idéia central. Grande sacada desse tal de Efigênio.
Aí está Ciço de Luzia, o livro, como uma claridádiva que alumia o céu prenhe de chuva anunciando que a água vai chegar já, já para regar o terreiro e a roça das coisas boas que são cultivadas nos corações dos homens de bem. Você, que perdeu um tempo danado lendo esse Prefácio aguado, avie, se abufele logo com o Livro que, assim como o amor, garanto valer a pena. De mermo mermo. Verta e reverta sertanejices, pastoreie alegrias e escancare a cancela da alma para que as ternurices desembestem à sua procura. Como fez Luzia. Como fez Ciço. De Luzia, para sempre.

XICO BIZERRA, numa tarde-noite de um Março quase Abril, vendo a lua refletir-se no mar azul de Candeias, segredando ao mundo que já é 2010. Fechar

MISSA DE 100 ANOS DE VEBIZ- MEU SOGRO

MISSA DE 100 ANOS DE VEBIZ- MEU SOGRO

Uma chama há cem anos acendida
Há de arder pelo tempo, eternidade
Pois o fogo do amor e da bondade
Permanece aceso por toda a vida
Se no peito a bondade fez guarida
Foi troca que o bom deus um dia quis
E a família, tão unida, vê feliz
O fogo desse amor se propagar
Foram as mãos de dona brito a aguar
A semente plantada por vebiz Fechar

Para o Centenário de Dona Maria, minha sogra

Para o Centenário de Dona Maria, minha sogra

MARIA DOS 100 ANOS

Maria, apenas Maria.
Nada mais, por necessário não ser.
Poderia ter-se chamado da Luz, da Paz,
mas não:
Era Maria,
apenas Maria.
Assim bastava-lhe ser.

E dela vieram tantas outras Marias:
Pia,
da Glória,
Dulce,
Tereza,
Mariana,
Julia,
Mariah ...
E tantas outras haverão de vir.
E ela, Maria,
apenas Maria.
Assim bastava-lhe.

Deu-se e entregou-se
como a maior das Marias,
desmanchando noites e inventando dias
pra cuidar de suas crias
E das de outras Marias.
Afinal,
ela, também Maria.
Apenas Maria.
Assim.
.........................
uma chama há cem anos acendida
há de arder pelo tempo, eternidade
pois o fogo do amor e da bondade
permanece aceso toda a vida
se no peito a bondade fez guarida
foi a troca que o bom deus um dia quis
e a família que unida vê feliz
o fogo desse amor se propagar
são as mãos de maria a aguar
a semente plantada por vbis Fechar

Para o Livro “AMORES PERFEITOS NA BEIRA DO MAR”, Edições Bagaço

Para o Livro “AMORES PERFEITOS NA BEIRA DO MAR”, Edições Bagaço

JESSIERQUIRINIZAR UM VERSO BONITO
LOUROPAJEUZANDO O MEU CORAÇÃO
MANOELBANDEIRADO DE TANTA EMOÇÃO
ROSEIO AS VEREDAS DE UM SERTÃO BENDITO
UM CHE QUE NA LUTA GUEVARA O SEU GRITO
SUAVE, SEM NUNCA DESTERNURIZAR
O0 ASSAR É DE MINH’ALMA A PATATIVAR
GRACILIANDO OS RAMOS DOS NOSSOS SERTÕES
GONZAGA DE SONHOS TOCANDO BAIÕES
SOBRANÇA DE AMOR NA BEIRA DE MAR Fechar

Placa para LUIZ CEARÁ, POR SOLICITAÇÃO DA SOCIEDADE DOS FORROZEIROS

Placa para LUIZ CEARÁ, POR SOLICITAÇÃO DA SOCIEDADE DOS FORROZEIROS

Caboco cearabucano, macho da gota serena
De estatura pequena mas grande de coração
É daqueles que a mão sempre vai estar aberta
Amigo na hora certa, safrejador de emoção

O que faltou no pescoço em sua alma sobrou
Distribuiu seu amor na terra pernambucana
Veio acender a chama da fogueira nordestina
Vai cumprindo a sua sina de ser nordestinador Fechar

Release para o CD de BETO HORTIS

Release para o CD de BETO HORTIS

"Está na "moda" a gravação de discos AO VIVO por parte de nossos artistas regionais. Por esse caminho já enveredaram nomes como Irah Caldeira, Cristina Amaral, Rogério Rangel, Márcia Lima e tantos outros. É uma iniciativa que deve merecer aplausos, por vários motivos: primeiro, pelo custo de gravação desse tipo de disco, muito inferior ao de um disco comum; segundo, pela verdade que ele representa, por tratar-se de uma cópia do show que o artista oferece ao seu público; terceiro, por que hoje o disco se presta, tão-somente, para funcionar como cartão-de-visitas para venda de shows: há tempos deixou de compor a grade de renda do artista a venda de CDs.
Dentro dessa nova filosofia de trabalho, eis que chega BETO HORTIS, sanfoneiro dos bons, que vem há tempos desbravando a bandeira da música regional. E chega com um disco de muita qualidade, tanto do ponto de vista estético, excelente instrumentista que é, como pelo acerto na escolha do repertório, que vai de músicas de Luis Fidélis à dupla Ilmar e Nanado, de Monteiro; passeia de Petrúcio Amorim a Accioly Neto; e, como não poderia deixar de ser, visita Luiz Gonzaga, Sivuca e Dominguinhos.
Participam do disco seus colegas sanfoneiros Gennaro e Joquinha Gonzaga, conferindo maior brilho ao trabalho do talentoso Beto Hortis.
É disco pra se ter sempre a alcance, em casa, no carro, nas festas." Fechar

Texto afixado em Painel no ‘NOSSO QUINTAL’

Texto afixado em Painel no ‘NOSSO QUINTAL’

NÃO SE FAZ ENCONTRO DE SANFONEIRO
SEM UM MONTE DE FOLE REMUNGANDO
E UM CABRA NO BUMBO ZABUMBANDO
E O POVO DANÇANDO BEM FACEIRO
A PANCADA SUTIL DO TRIANGUEIRO
DEIXA ASSIM O FORRÓ DESCOMUNAL
MAS TAMBÉM É PRECISO O PESSOAL
VIR DE CASA LOTAR A NOSSA RUA
NÃO SE FAZ UM FORRÓ SEM O REI LUA
NEM FESTA SEM TER NOSSO QUINTAL Fechar

Texto criado para o site da RADIO PERNAMBUCANA.COM.BR

Texto criado para o site da RADIO PERNAMBUCANA.COM.BR

Chegou o que faltava
Agora não falta mais
Muita luz e muita paz
Pr’essa gente que é tão brava
E o som que se ocultava
Nessa terra tropicana
Dessa vez chegou bacana
Nas oiças de nosso povo
É o que há de mais novo
Na RADIO PERNAMBUCANA Fechar

Texto de Abertura do Site de JACKSON DO PANDEIRO

Texto de Abertura do Site de JACKSON DO PANDEIRO

www.jacksondopandeiro.mus.br

Com um pandeiro na mão e um ‘passarim’ na garganta, partiu José Gomes Filho de Alagoa Nova para conquistar o Brasil. Com u’a dor no peito e o coco na alma, ficou Dona Flora Mourão, a rezar pelo filho que decidira ganhar o Mundo, fazendo da voz um instrumento a lhe acompanhar, empunhando punhais de amor e fuzis de alegrias mil para preencher as trincheiras das nossas almas com música, emoção e bem-querença das grandes.

E lá se foram tantos anos.

Eis que agora, pela graça dos deuses e pela competência de gente dedicada, aparecem Paulo Vanderlei, Antiógenes Viana e Walmar Pessoa para dar vida virtual a quem vida real já desfruta e desfrutará, sempre. E aí está o ‘sítio’ de ‘seu’ Jack: bonito, objetivo e repleto de informação. E aí está a homenagem àquele mestre da divisão rítmica e da disciplina métrica, consistente na definição de uma identidade musical essencialmente nordestina, chão.

Seria de se felicitar Paulo, Antiógenes e Walmar pela feitura do site. Faço-o, por justeza, mas estendo os parabéns ao povo brasileiro que, a partir de agora, terá acesso a história, à vida e ao talento desse ‘seu’ Jack tão brasileiro quanto o seu cantar.

A ele, tão único e tão plural, tão Nordeste e tão Brasil, nossa eterna reverência.

XICO BIZERRA
Poeta e Compositor, numa noite de Junho/2009, contemplando uma estrela brilhante refletida no mar de Candeias. Fechar

Texto de Apresentação Folder da SOCIEDADE DOS FORROZEIROS PÉ-DE-SERRA E AI!

Texto de Apresentação Folder da SOCIEDADE DOS FORROZEIROS PÉ-DE-SERRA E AI!

SOCIEDADE DOS FORROZEIROS: IDÉIA QUE VIROU REALIDADE



Uma idéia que evoluiu para um sonho e daí para a realidade que hoje é a SOCIEDADE DOS FORROZEIROS PÉ DE SERRA E AI!
Sentia-se o Forró meio desordenado, abandonado, sem gerenciamento quando um Grupo de Forrozeiros, Artistas, Poetas e Compositores resolveu trocar idéias e pensar na forma adequada de gerenciamento desse nosso estilo musical tão bonito. Estava nascendo a SOCIEDADE, constituída com o fim de disseminar, divulgar e preservar a obra um dia idealizada por Luiz Gonzaga e que já teve tantos seguidores a dar-lhe sustentação, como Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Marinês, dentre outros.
Hoje a SOCIEDADE é algo real, reconhecida por todos e cumprindo a finalidade para a qual foi constituída. Indo além, é bom destacar, eis que acaba de tornar-se PONTO DE CULTURA e adicionou aos seus objetivos o fomento e o incentivo ao surgimento de novos valores, com aulas de canto, percussão, sanfona, dentre outros. Importante ressaltar o caráter social de que se reveste esta última iniciativa, eis que voltada para alunos de escolas públicas, abrindo perspectiva de futuro profissional para crianças de baixa renda.
Esta é a SOCIEDADE DOS FORROZEIROS PÉ DE SERRA E AI!, cada vez mais integrada ao objetivo social que deve permear as instituições que tenham por fim a preservação do que mais caro é a uma nação: sua Cultura. Fechar

Texto de Apresentação de CORDEL de REJANE MANSUR

Texto de Apresentação de CORDEL de REJANE MANSUR

VIRANDO A VIDA, REVIRANDO O AMOR

Eis minha amiga Rejane: vinda lá de Santa Rita, na vizinha Paraíba, foi estudar em Garanhuns, onde debulhou infância e juventude. A mistura do chão Paraibano com o Agreste de Pernambuco certamente influiu na descoberta de uma de suas vocações: a de Ecologista e Professora, motivadora de seus estudos em Recursos Naturais. As outras vocações, de Poeta, Cantora, Pianista e Compositora nasceram como nascem essas virtudes em gente que rega o bem: naturalmente. Que bom que assim seja! Eis aí Rejane Mansur, com seu CORDEL DE VIDA, uma experiência real e que, certamente por conta disso, traduz uma emoção maior do que a que um simples cordel traduziria. Ao falar da vida, fala do amor, e, quando a esse sentimento se reporta, traz-nos a esperança e o gosto de (re)viver. Torço para que todos conheçam Rejane por completo, como Cantora, como Poeta, como Compositora mas, principalmente, como gente que tem sempre presente na alma o ânimo dos dias bons, de felicidade geral e da paz única, sentimentos que, por conhecê-los tão bem, distribui-os com fartura aos que a conhecem. Vai, Rejane, segue em frente, e que essa ‘virada’ em tua vida apenas tenha sido um acidente de percurso que serviu para reforçar tudo de bom que permeia sua alma. Disso sou testemunha.

XICO BIZERRA, vendo o brilho da lua refletir-se no mar azul de Candeias, numa noite desse Janeiro de 2010. Fechar

Texto de Apresentação de PAULO MATRICÓ para o Funcultura

Texto de Apresentação de PAULO MATRICÓ para o Funcultura

PAULO, COM ‘P’ DE POESIA

Falar de Matricó é falar do sertão, do sertão clorofilado pela chuva que cai e transforma em verde o que antes era sem cor. E, tão simples quanto ele, é falar dele, do Poeta, com ‘P’ dos grandes, de Poesia, de Poema e de Prosa, que enternece e engrandece as pessoas que se embalam, alma e coração, ao ouvi-lo. “P” de Paulo, que um dia saiu de Tabira, sem que Tabira dele saísse até hoje, para ganhar o resto do mundo a poetar, ternurizando os povos desse Brazilsão tão grande quanto seu talento.
Vai, Paulo, segue tua trajetória, ganha teu mundo que é também o nosso, derrama tua Poesia sobre as cabeças de nossa gente que tão carente está, mas, ainda assim, aberta para o que presta, para teu canto, para tua Poesia.
Embora pouco acrescente à grandeza que se encerra em teu peito, declaro-me teu fã.
XICO BIZERRA, Poeta e Compositor,
numa manhã neblinosa de março/2011, vendo os pingo da chuva promiscuírem-se com o azul do mar de Candeias. Fechar

Texto de Apresentação do CD 40 ANOS DE FORRÓ, de TEREZINHA DO ACORDEON

Texto de Apresentação do CD 40 ANOS DE FORRÓ, de TEREZINHA DO ACORDEON

TEREZINHA, JARDINEIRA DAS BOAS

Era Salgueiro, era Sertão, era Sol.

Aquela menina mirrada, cabelo curtinho à la Rita Pavone, já aos 12 anos empunhava uma sanfoninha, 24 baixos, ganhada no aniversário. Colada ao peito, dela extraía os sons bonitos de cantigas tantas.

Lá se foram 40 anos mas parece que foi ontem.

Um presente que lhe marcaria a vida: seu pai, dois anos depois, vislumbrando o potencial que ali se escondia, deu-lhe uma sanfona maior, 80 baixos, e mais um zabumba, um triângulo e um pandeiro. Visionário? Não, inteligente. Ali estava nascendo a sanfoneira e cantora Terezinha do Acordeon.

E a Nação Nordeste hoje só tem a agradecer a ‘seu’ (nome do pai) por haver nos proporcionado, até os dias atuais, a graça e a beleza dessa cantadeira que canta e encanta quem a ouve. Hoje, 40 anos depois, aí está Terezinha lançando este CD comemorativo, bonito que só.

Só nos resta ouvi-lo e agradecer aos Deuses a graça da existência dessa mulher do bem, que continua cuidando e aguando a semente que um dia ‘seu’ Luiz plantou. Eita jardineira boa da gota serena.

È bom ouvir Terezinha tocar e cantar. Faz-nos dormir graciliando os ramos dos sonhos para acordarmos sempre sertão.

É Salgueiro, é Sertão, é Sol. Fechar

Texto de Apresentação do CD CHEIRO DE NÓS, de FLÁVIO LEANDRO

Texto de Apresentação do CD CHEIRO DE NÓS, de FLÁVIO LEANDRO

UM TAL DE FLÁVIO QUE ILUMINA O FORRÓ

Lá vem o cavaleiro-sertão chamado Flávio descendo do reino do Claranã para alumiar com luzes azuis e de todas as cores o céu do Bodocó e de outros lugares, encantando rainhas e plebeus que gostem do que é bom. Ele se achega com seu aboio cantante e cativante, tão agreste quanto universal, tão mundo e tão aldeia, catingueiro e cheio de uma pureza das que só se encontra na alma do povo que habita aquelas bandas de lá. Que bom que existam esses Leandros num sertão próximo-distante pra fazer o povo ser feliz e se orgulhar de suas coisas belas, cantar seus bens e espantar os males que um dia haverão de não mais existir. Segue tua sina, cabra do sertão, conhecedor das grutas e dos caldeirões araripenses, cantador verdadeiro das verdades do sol quente, Poeta dos nossos, sem tirar nem pôr; solta tua voz e canta o teu verso sabendo que juntinho de Nosso Senhor um rei de pela escura, sanfona no peito, voz e jeito de quem sabe das coisas, estará se orgulhando do jardineiro que continua aguando a semente que um dia ele plantou e que, por serem bons, semente e jardineiro, floresce e enflorará.

Xico Bizerra, numa quase noite de um Janeiro recém-brotado, admirando a lua se refletir no mar ainda azul de Candeias.
Janeiro 2011 Fechar

Texto de Apresentação do CD MULHERES COMPOSITORAS, de IRAH CALDEIRA

Texto de Apresentação do CD MULHERES COMPOSITORAS, de IRAH CALDEIRA

NO REINO DA VERDADE E DO TALENTO

Eis que nos chega essa também Maria registrando o canto das Marias já descobertas ou cantando as Marias por descobrir. Ainda bem que tantas Marias há, com muito mais luzes que dores.

Da alma à boca, as notas musicais se enfeitam com laços de fita e se vestem de arco-iris para perfumar a vida, receita sempre presente quando a artista é Irah.

Passeando por entre canções e forrós ou flertando com cocos e sambas, outra vez ela vai muito além do fazer bem o seu, não se limitando a ser apenas a boa cantora que é. Produziu. Dirigiu. Fez. Combinou, na dose adequada, a maturidade de seis discos já lançados com a energia e a vontade de um primeiro trabalho, de uma estreante. Nada de mais, nada de menos, tudo na medida certa. Estranharia se assim não fosse.

Essa é a Irah que eu conheço: Rainha da verdade e do talento.

Quando o dia, cansado, adormecer, se enfeitiçando em noite, ou quando esta, buliçosa, viçosa, acordar para que o dia seja tecido, qualquer que seja a hora será uma boa hora para se escutar Irah e suas divinais mulheres. Resta-nos fazê-lo.

Feliz de um povo que tem Irah para ouvir.

Xico Bizerra, Poeta e Compositor
Numa noite de quase Setembro, ouvindo Irah e vendo a lua refletir-se no espelho/mar de Candeias. Fechar

Texto de Apresentação do CD comemorativo do Programa MEMORIA DE NOSSA GENTE

Texto de Apresentação do CD comemorativo do Programa MEMORIA DE NOSSA GENTE

A felicidade futura de um povo se mede com a mesma trena de conhecimento do seu passado.
E os anos se passaram, rápidos, velozes. 25 deles. Escorregaram na escada do tempo com a velocidade típica das coisas boas que se vão, mas deixam o registro na memória da felicidade, na certeza do bom, na não-dúvida de que o amanhã poderá visitar o hoje e o ontem para se abastecer do combustível cultural tão necessário e imprescindível às gerações que estão por vir.

É essa a contribuição que Renato Phaelante dá ao nosso povo, ao longo de todo esse tempo, com a apresentação semanal do “Memória da Nossa Gente”. É, na minha opinião, um monumento radiofônico erigido com o fim de celebrar os valores culturais da gente pernambucana, contribuindo para a integri/perenidade da Arte do nosso povo.
A Renato Phaelante, fico na dúvida se agradeço ou parabenizo. Prefiro agradecer-lhe pelo sacerdócio assumido, pela dedicação sem interesse, pela competência inquestionável. Os parabéns, melhor que se lhes dirija a todos nós, ouvintes, que temos o privilégio de acompanhar, semanalmente, a Memória de Nossa Gente que ele tão desprendidamente nos oferece a cada domingo. Fechar

Texto de Apresentação do CD de AÉCIO DOS 8 BAIXOS

Texto de Apresentação do CD de AÉCIO DOS 8 BAIXOS

Bastante oportuna a idéia do Produtor Roberto Andrade em escalar Aécio dos 8 Baixos para gravar seu trabalho: já era tempo desse tocador mostrar ao mundo o seu talento. E aí está: um disco ‘arretado’ de bom, um puxar de fole bonito que nos remete às saudades do mato, que acende na lembrança as feiras do interior, as praças e coretos em frente à igreja, as roças, as coisas sertãs, enfim. Que caiba ao lado de sua sanfona o sucesso que Aécio merece.

Xico Bizerra, Setembro 2004 Fechar

Texto de Apresentação do CD de BETO DO BANDOLIM

Texto de Apresentação do CD de BETO DO BANDOLIM

CALIENTE COMO O SOL DAS AMÉRICAS

Pede-me Beto para escrever alguma coisa sobre esse seu trabalho mais recente, NA GAFIEIRA. Como deixar de atender a um pedido do amigo, do parceiro e, somado a isso, do excelente músico que ele é? Assim, embora não me considere à altura para a tarefa, atrevo-me a fazê-la, de forma breve, apenas para alertar, a quem for ouvi-lo, da beleza que se contém neste CD. Pode-se até não gostar do ritmo latino, das guarachas, cumbias e merengues, mas não há como não gostar do espetáculo musical proporcionado por Beto e pelos músicos por ele capitaneados.
Beto, bandolim/cavaquinista, é um exemplo a ser seguido, pelo talento e profissionalismo, por todos aqueles que se dedicam a fazer música seriamente, sem concessões ao amadorismo. É um incansável guerrilheiro pela causa da música de qualidade.
O disco é tão bom de se ouvir que vou parar de escrever para ouvi-lo, mais uma vez. Conselho que ofereço a todos quanto perderam seu tempo lendo meu texto ao invés de estarem se deliciando com Beto do Bandolim e seus músicos maravilhosos nos transportando para o paraíso musical das Américas outras, que são tão nossas quando por ele interpretadas. Fechar

Texto de Apresentação do CD de CHIQUINHA GONZAGA

Texto de Apresentação do CD de CHIQUINHA GONZAGA

É 8 e 80.
Pernambuco, Luz, Sol, Sertão.
Exu, ‘seu’ Januário e Dona Santanna.
Araripe, Luiz, Zé, Severino, Chiquinha e todos os Gonzagas.
Fiel à tradição, eis Chiquinha, do alto dos seus 80 anos de forró, 8 baixos junto ao peito, tocando, cantando e dançando. Fazendo a festa no coração daqueles que gostam do forró pé-de-serra e que têm a música regional como inspiração para o amor e para a paz.
Toda a Nação Nordeste te agradece, Chiquinha, pelos teus 8 baixos e pelos teus 80 anos a serviço de causa tão nobre e eleva preces aos Deuses por teus 50 anos de carreira.
O Forró viverá enquanto viver gente como Chiquinha. Fechar

Texto de Apresentação do CD de CRISTINA AMARAL

Texto de Apresentação do CD de CRISTINA AMARAL

VOZ, POESIA E EMOÇÃO
Cristina seguiu à risca o que sempre aconselho a quem me consulta sobre um bom disco. Em primeiro lugar, definiu criteriosamente o repertório, prestando uma homenagem, da maior justeza, a Petrúcio Amorim. Feliz escolha. O Poeta do Vassoural é um dos maiores representantes da verdadeira e autêntica música regional. Foi ele, vindo da cidade do interior, como Cristina, que a ela entregou uma Cidade Grande, mas tão grande que ganhou o Canta Nordeste. É o mesmo que à Cristina confiou a música símbolo de sua carreira, e que ainda hoje a identifica quando ela sobe ao Palco e canta Eu Sou o Forró. Eu diria que Eles são o Forró. Achando pouco, acercou-se de um naipe de músicos da mais reconhecida competência, de Quartinha a Breno Lira, de Julinho a Apolo, de Cesinha a Andrezza, prá ficar só nesses. Como se não bastasse, procurou os meninos da Gusdel, exímios mexedores dos pitocos que transformam notas musicais em sons de primeira qualidade. Faltava a cantora. Não, não faltava, a cantora está aí, com todo seu talento, com toda sua doçura, com todo o seu carisma. Sou suspeito por ser seu fã, mas digo e repito: Cristina Amaral honra a família forrozeira e deixa a todos nós muito felizes pela certeza que nos confere de que, enquanto existirem Cristinas como ela, o forró estará a salvo, a memória daqueles que tanto fizeram por nossa cultura estará preservada. Que Deus ilumine essa guerreira que veio de Sertânia para ganhar nosso Pernambuco e o Brasil. Que Deus proteja o Poeta para que ele continue nos brindando com seu talento e sua poesia.
XICO BIZERRA, apreciando uma lua branca sustenizada em sol maior, refletida no mar azul de Candeias, numa noite de Janeiro. Fechar

Texto de Apresentação do CD de ILANA VENTURA

Texto de Apresentação do CD de ILANA VENTURA

PARCEIROS, GRAÇAS A DEUS

Nada mais imprescindível na vida que a parceria. Assim como o ar, assim como o amor. A própria existência nada mais é que uma parceria de Deus com os homens. Da mesma forma pensa Ilana Ventura, que se utilizou desse conceito para elaborar esse disco tão bonito, de tantas parcerias. Nele, a palavra se acumplicia com o verso e vira poema; nele, os dó-ré-mis emparceirados, transformam-se em melodias pela habilidade e técnica dos músicos participantes; nele, a voz firme e bonita da cantora se junta ao seu talento interpretativo para daí brotar as canções, tão belas, tão bem cantadas. De parabéns Ilana pela idéia e por sua execução. Igualmente de parabéns estamos todos nós pela oportunidade de ouvirmos esse seu trabalho. Seremos, afinal, parceiros ao nos deliciarmos com o que se contém nesse CD, primeiro de uma série que virá. Assim espero, assim desejo.

XICO BIZERRA, vendo refletir-se no mar azul de Candeias uma lua bonita emparceirada com o céu mais que estrelado de uma noite de Janeiro. Fechar

Texto de Apresentação do CD de ISRAEL FILHO

Texto de Apresentação do CD de ISRAEL FILHO

Israel, filho do agreste.
Israel, filho da nação nordeste.
Israel, filho de muitos brasis.
Israel Filho.

E eis que chega Israel, rebuliçando as almas nordestinas e nordestinando os muitos brasis que aqui há ...

Cabra cantador, gogó dos bons, vindo das quebradas do País de Caruaru para presentear o Brasil todo com seu cantar tão fortemente sertanejo e por isso tão belo.
Cabra gastador de chinelo pelo meio do mundo, cantando e divulgando sua terra e seu talento por terras tantas, do Oiapoque ao Exu, do Chuí ao Bodocó e até nas Nova Iorque.
Cabra gostador de ganhar troféus por onde passa, pelos festivais que participou.

E esse cabra me pede – me deixando muitíssimo honrado – pra fazer a apresentação de seu novo disco, como se precisasse alguém o apresentar. E eu, ancho da vida, aceitei o convite, e aqui estou baboseando essas mal traçadas linhas. E o faço com sem qualquer dificuldade porque é muito fácil falar de quem se admira, de quem se quer bem: admiração nascida pelo fato de considerar Israel um dos maiores intérpretes de nosso cancioneiro popular nodestino; e querer-bem decorrente da amizade e do conhecimento que adquiri, ao longo do tempo, do Israel-Homem, tão qualificado quanto o Israel-Artista. São Israéis a cantar muitos brasis, mas um Israel único a defender, com galhardia e competência, a cultura pernambucana.

A semente plantada por ‘seu’ Luiz, mesmo sendo da melhor qualidade, requer sempre quem a agüe para que continue a dar frutos. Com Israel-Jardineiro, ela frutificará. Fechar

Texto de Apresentação do CD de JOANA ANGÉLICA

Texto de Apresentação do CD de JOANA ANGÉLICA

JOANA, VEZ E VOZ
É a vez de Joana Angélica. Esse disco é muito mais que a personificação cantante de uma de nossas maiores vozes. É uma expressão de respeito ao forró e a quem faz o forró: o Sanfoneiro. De Camarão a Cesinha, de Gennaro a Beto Hortis, transitando por Zezinho de Arcoverde, SIlveirinha, Marcelo de Feira Nova, Cicinho, Diego Reis, Dudu do Acordeon, homens que, com gosto e prazer, juntam a sanfona ao peito e saem por aí alegrando corações e mentes do povo dessa Nação Nordeste. Como se fosse pouco, vem Joana, com suavidade, destreza e competência, mostrar o talento de quem faz, e faz bem feito, a nossa música regional. A lamentar, apenas a ausência de um dos maiores sanfoneiros da Região (e, por coincidência, irmão da Cantora): Zé Bicudo. Por uma dessas ironias que só o destino explica, Zé, com pequeno problema de saúde, teve impossibilitada sua participação no disco. Infelizmente. Certamente, o CD ficaria mais rico com ele.
XICO BIZERRA
Poeta e Compsitor, numa manhã de abril de 2010, vendo um sol brincante nas areias do mar de Candeias Fechar

Texto de Apresentação do CD de LENINHO

Texto de Apresentação do CD de LENINHO

Aí está Leninho, daquelas bandas lá do Bodocó ...
Ele que sabe buscar a palavra certa no balaio do verso;
Ele que sabe extrair da flor o cheiro bom que perfuma a vida;
Ele que sabe ser ferro, quando preciso é, mas sem desternurizar;
Ele que sabe aprumar as notas numa canção para agradar as ‘oiças’;
Ele sabe porque é de lá ...
E ouvi-lo é sentir o cheiro bom do forrobodó.
XICO BIZERRA, entre o brilho da lua e o faiscar de uma estrela, refletidos
No mar azul de Candeias, numa noite de Fevereiro de 2010 Fechar

Texto de Apresentação do CD de LURDINHA OLIVEIRA

Texto de Apresentação do CD de LURDINHA OLIVEIRA

Coisa de sangue, talendo herdado de pai para filha,numa família de artistas. Aí está Lurdinha Oliveira cantando e encantando quem a ouve, com essa sua voz suave e terna, a interpretar da seresta ao baião, do samba ao xote. E com muita categoria. Me alegra, em particular, essa sua ‘guinada’ pelo forró. É a certeza da qualidade a permear nossos ritmos nordestinos e a garantia de uma interpretação bonita a enriquecer nossas tradições. Em frente, Lurdinha, que o forró agradece sua presença. Fechar

Texto de Apresentação do CD de MARIA LAFAETE

Texto de Apresentação do CD de MARIA LAFAETE

MARIA DAS BANDAS DO EXU

Das bandas do Exu, com cheiro de sertão, eis que chega Maria.
É Lafaete mas é dos Gonzaga, sangue puro. Quem um dia se banhou nas águas do Itamaragy e se enxugou com o sol dos caminhos pra Caiçara, hoje nos canta a beleza das canções-Nordeste, de uma sanfona ronceira e bonita ajudando a afagar o peito, a acalantar a alma.
Canta, Maria e mostra a todos o teu cantar.
Se Ele estivesse entre nós, certamente diria: ‘Tá é Danado de Bom.
E ‘tá mesmo. Fechar

Texto de Apresentação do CD de NELSINHO

Texto de Apresentação do CD de NELSINHO

Fosse apenas o poeta e seu ofício de sonhar, tudo seria sonho. E seria bom.
Mas que seria do mundo não existissem aqueles que transformam sonhos em coisas reais, outros que determinem seus caminhos a partir de um sonho um dia sonhado?
E é isso o que está a fazer o Nelsinho, nesse seu primeiro disco solo, mostrando ao mundo do forró a voz do sertão, o lamento nordestino e a fé do homem forte com seu cantar sertanejo.
Apraz-me muito apresentar o trabalho desse valor que desponta. Ainda mais que ele se fez acompanhar de poetas da estirpe de Accioly, Petrúcio, Félix Porfírio e Noel Tavares e, achando pouco, convidou para participar do seu trabalho Santanna, o cantador. Quem se acompanha desse povo tem que ser ouvido.
Por tudo isso, desejo: que se mostre ao povo o forró desse cabra da peste, guerreiro da arte de cantar e merecedor de desfrutar, no pomar das cantigas da Nação Nordeste, da parição fértil da semente um dia plantada por ele, ‘seu’ Luiz.
A fruta maturou, resta colhê-la. Colhamo-la. Fechar

Texto de Apresentação do CD de PERKATA DE COURO

Texto de Apresentação do CD de PERKATA DE COURO

CALCEI PERKATA DE COURO
SAÍ NO 'MEI' DO SERTÃO
A CANTAR XOTE E BAIÃO
PROCURANDO O BEBEDOURO
QUE TIVESSE O TESOURO
BEBIDO POR SEU GONZAGA
QUEM SOUBER, AQUI ME TRAGA
PAGO CARO E BEM PAGADO
POR UM VERSO BEM CANTADO
DESSA LUZ QUE NÃO SE APAGA Fechar

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO CRUZ

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO CRUZ

É muito estimulante ver surgir no cenário da Música Popular Nordestina gente de qualidade interpretando canções que nos remetem ao sertão e às suas coisas tão belas. É o caso de Roberto Cruz, iniciando sua carreira solo e com o pé direito. Seu jeito peculiar e competente de cantar e a qualidade do repertório composto por músicas de sua autoria nos dão a certeza de que os caminhos um dia percorridos por aquele que veio do Exu e ganhou o mundo hoje acolhem os passos de seus seguidores, que continuam a desfraldar a bandeira por ele levantada. Como integrante dessa Nação Nordeste, estou certo de que esse trabalho vem contribuir, de forma efetiva, para o fortalecimento de nossa cultura. Valeu, Roberto.

XICO BIZERRA, março 2004 Fechar

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO LINS

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO LINS

no sertão do araripe, mais precisamente no exu, ‘seu’ luiz plantou uma semente que viria a germinar e florar o cenário de nossa música regional. foi ali semeado o campo da musicalidade nordestina, com grãos de xotes, baiões, xaxados, arrasta-pés e toadas. e eis que surgiram, pelos brasis afora, os jardineiros prontos para adubar aquele terreno fértil, de forma a que gerassem frutos bons de se comer. e todo jardineiro que surge, faz ressurgir em nossos corações, a certeza de que o plantio não foi em vão, que a planta ali semeada continuará a gerar sombras juazeirais para sertanejar nossas almas.

é nesse contexto que tenho o maior prazer de apresentar o mais novo ‘aguador’ desse pomar rico: pelo talento e determinação, acredito sinceramente que roberto lins contribuirá para esse cultivo tão fértil.

solta a voz, roberto: que deus te proteja e que a colheita seja boa, como você e o forró merecem. a semente é da melhor qualidade, basta regá-la direitinho para que frutifique. Fechar

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO LINS (2)

Texto de Apresentação do CD de ROBERTO LINS (2)

Tal qual a natureza, que exige do fruto a maturação para que ele se torne mais saboroso, também na arte os deuses conspiram para que os artistas passem pelo mesmo processo de maturação para que se apresentem com mais vigor e qualidade ante seu público. E é isso que acontece com relação a Roberto Lins, no seu terceiro trabalho, mais maduro, mais senhor de si para apresentar-se, com sua poesia e seu cantar, ao público fiel à nossa música regional.
Não há como negar a urbanidade de seu trabalho poético que, aliado à sertanejidade de sua linha melódica, tudo com a “temperança” certa que a boa música requer, nos proporciona um trabalho de nível, juntando o que há de bom na cidade com o que há de belo no interiores de nossa Nação Nordeste. É de Robertos como o Lins que o cancioneiro nativo precisa para levar em frente a qualidade musical que tantos tentaram e que só alguns conseguiram, exatamente pelo não desvio das tradições regionais, amatutadas, sim, vulgares, jamais. Fechar

Texto de Apresentação do CD de SEVY NASCIMENTO

Texto de Apresentação do CD de SEVY NASCIMENTO

MEU NOME É SEVERINA, por Xico Bizerra

Parto difícil, doloroso e demorado. Mas valeu a pena.
Eis que chega ao mundo o primeiro CD dessa que é uma das melhores intérpretes do cancioneiro regional nordestino. E o rebento chega cheio de graça, bonito, faceiro e feliz. Como poderia ser diferente? Sevy se ‘ajuntou’ com gente do primeiro time, desde a produção artística, confiada ao ‘mago’ Anchieta Dali, ao repertório e aos músicos que a acompanharam. Pra fechar o círculo, foi gravar na Gusdel, onde gravam 10 entre 10 estrelas do forró. Enfim, tudo em perfeita consonância com o talento da cantora que só agora chega ao disco.
A meu ver, corrige-se nesse instante uma dentre tantas outras injustiças que o destino prega ao meio artístico. Como entender essa enorme Sevy ainda sem um registro definitivo de seus dotes musicais. Mas como Deus escreve certo por linhas às vezes torta e tudo tem seu tempo certo, chegou o tempo de Sevy.
Basta ouvir o disco pra perceber que estou coberto de razão. Ciranda, baião, xote, xaxado e até o ensaio de um tango. Imagino a felicidade do compositor (e no disco tem Petrúcio Amorim, Noel Tavares, Accioly Neto, Paulo Matricó e Anchieta Dali, dentre outros) ao ver sua obra por ela interpretada. Ela empresta seu brilho próprio e sua luminosidade pessoal a qualquer música que cante. De minha parte, porque também fui agraciado com a escolha de uma música no repertório, é tempo de felicidade, é tempo de Sevi, é tempo até de esquecer a ingratidão do destino por só agora ter permitido ao povo, depois de 20 anos de carreira, escutar o CD de Severina.
Canta, Sevy. Fechar

Texto de Apresentação do CD de TERRITÓRIO NORDESTINO

Texto de Apresentação do CD de TERRITÓRIO NORDESTINO

Quando a canção desembucha do útero da alma, é inevitável não tê-la emprenhada nas oiças e no coração de quem a escuta. E assim ela vai, desembestada ladeira abaixo, seguindo pelas veredas da emoção. Na maciota. É esta a sensação que sinto quando ouço Benil e a meninada do Território Nordestino cantando o forró verdadeiro, não se deixando iludir pelos atalhos fáceis, e, por isso, perigosos e fugazes, do sucesso imediato, sem respeito ao povo. E é isto que me leva a crer que ainda vale a pena acreditar no que presta, que o mundo não está de todo perdido. Vá lá, moçada, permear esse território nordestino e tão querido do bom forró, sem apelação. A Nação Nordeste agradece e lá de cima, tenho certeza, ‘seu’ Luiz sorri feliz. Na maciota, torcendo por vocês. Fechar

Texto de Apresentação do CD de ZE BICUDO

Texto de Apresentação do CD de ZE BICUDO

Osvaldos, Sivucas, Domingos, Chicos, Pedros e Joões. Sanfoneiros, tantos há. Conhecidos ou escondidos n’algum pé-de-serra. Estilos diferentes, puxadas peculiares, missão em comum: levar felicidade ao homem do sertão, no abrir/fechar de fole, a verdadeira tradução da alegria nordestina. Ares de festa, forró ... Nesse clima conheci Zé Bicudo e sua alegria, como gente, como tocador. Tornei-me seu fã. Fo homem, do músico. Impossível ouvi-lo sem se apurar as ‘oiça’, sem ter atiçado um tum-tum-tum no fundo do peito, uma vontade danada de arastar o pé. E, parafraseando a sabedoria popular, será certo dizer que atrás de um grande sanfoneiro haverá de ter uma grande mulher: Paula Bicuda, mulher forrozeira, acompanha Zé também no CD. Toca, Zé, que o povo quer ouvir você tocar. Fechar

Texto de Apresentação do CD do Grupo BALAIO DE CHEIRO

Texto de Apresentação do CD do Grupo BALAIO DE CHEIRO

Ao BALAIO DE CHEIRO e ao cheiro de forró que dele emana:

Num balaio cabe tudo quanto nele se colocar: cabe amor, cabe saudade, cabe carinho, cabe cheiros: cheiro do amor que se foi, cheiro do amor que está. Cabe também o cheiro da terra, do sol, das estrelas e do povo nordestino, sofre-lutador, que se vale do som de uma sanfona para aliviar seu penar e seguir em frente na luta desigual contra as intempéries. Que esse Balaio de Cheiro se preencha com o sentimento das coisas boas, dos bons sons e saia por aí espalhando xotes e baiões, xaxados e arrasta-pés alegrando a alma e o coração de um povo que não se entrega, a não ser aos prazeres de fazer o bem e o amor.
Boa sorte, bons forrós!

em 2011, assistindo ao pôr do sol sobre o mar azulado de Candeias numa tarde de Janeiro quase virando fevereiro. Fechar

Texto de Apresentação do Livro 'ENCONTRO DE SANFONEIROS'

Texto de Apresentação do Livro 'ENCONTRO DE SANFONEIROS'

A GONZAGA E A TODOS OS BIUS, CHICOS E ZÉS QUE TOCAM SANFONA
Ajambeado mais pra preto que pra jambo, inimigo sangue a fogo da cartilha do ABC e, pra completar a desgraceira, desembuchado nos cafundós da Serra do Araripe, nas quebradas do Exu, cidade pernambucana avizinhada parede-e-meia com o Ceará. Quem, no ‘sul-maravilha’, daria um tostão do fundo puído por esse matuto? Seria mais um, não tivesse uma talentosidade danada entranhada nas veias, na dosagem suficiente para vencer a peleja contra o preconceito. Ele foi, viu, arreganhou o fole, venceu e se tornou o Rei do Baião, reconhecido do Oiapoque à Baixa da Égua, da Caixa-Prego ao Chuí. E assim viveu, deixando na poeira de todos os Brasis os movimentos musicais existentes, da bossa-nova ao tropicalismo, da jovem guarda ao rock nativo, e, mais que isso, dando pitaco e influenciando todas essas tendências e gerações. Por isso, digo sempre que toda e qualquer homenagem que se preste a Luiz Gonzaga, por maior que seja, será sempre tão pequena quanto as pestanas de uma pulga diante da grandiosidade do homem, do artista, do sanfoneiro.
Este livro-homenagem a Luiz Gonzaga registra alguns dos discípulos do Rei, seus seguidores, participantes dos Encontros de Sanfoneiros do Recife, aqui realizado, pela sétima vez nesse dezembro do ano da graça de 2004. Trata daqueles que, a seu exemplo, grudam a sanfona no peito que nem a mulher amada, junto do coração e extraem sustenidos bonitos e bemóis encantadores colhidos no fundo da alma. Eles que, ao gonzaguearem um xote ou um baião banham a todos nós de emoção e bem-aventurança. De Sivuca a Chico de Odete, de Severino de Zé do Ubaldo a Dominguinhos, nossa homenagem e gratidão pelo bem que fazem ao sertanejo no resfolegar do fole, enchendo a carroceria da alma do povo de alegria, arejando com ventos aracati as boléias dos corações e amenizando a saudade de quem, longe do seu torrão, pra lá se transporta na escutação das teclas e baixos do acordeon. O aguamento do terreiro dos olhos, inevitável nesses momentos, é saudade da boa, como dizia o Poeta.
Mesmo me considerando suspeito para falar da sanfona e do sanfoneiro, por considerar a existência de um casamento perfeito entre tocador e instrumento, me atrevi a fazê-lo, a meter a colher nessa união de marido e mulher, pela nobreza da causa, ressaltando o empenho e o envolvimento de Marcos Veloso, produtor cultural desse Projeto, na divulgação da belíssima arte de tocar sanfona. E a ele, ‘seu’ Luiz Lua Gonzaga, Pernambucano dos séculos, inspirador-mor e muso de todos a quem apelidam de forrozeiro, a minha modesta reverência. Fechar

Texto de Apresentação do Show de IRAH CALDEIRA – Pátio São Pedro

Texto de Apresentação do Show de IRAH CALDEIRA – Pátio São Pedro

Sinto-me honrado de ter sido convidado para apresentar o show de IRAH CALDEIRA, uma das mais legitimas representantes da nossa musica popular nordestina brasileira.

Irah que nasceu nas Minas Gerais mas, graças a deus, veio se fixar aqui no Recife. Costumo dizer que o fato de ela ter nascido em Minas foi apenas um descuido da natureza: a cegonha se atrapalhou lá em cima e a deixou cair nas Gerais, porque seu coração é tão pernambucano quanto o nosso pela sua identificação com as nossas coisas, com a nossa cultura. O destino, sábio, consertou o erro.

Irah, solfejando ou cantando em capela é um show; com a banda, melhor ainda e cantando as coisas desse nosso grande menestrel que é Maciel Melo, é insuperável.

Como diz Marcio Pascoal:
“às trovas, repentes e cantigas de Maciel Melo adicionar o canto doce e sentido de Irah é receita infalível de qualidade e bom gosto.”

Então, é hora de parabenizar a Chesf, que patrocinou o evento, à Prefeitura do Recife, que promoveu a festa e, mais que isso, parabenizar a vocês pela oportunidade de assistir ao show dessa grande cantora que é Irah Caldeira.

Como diz Ricardo Anísio:
“Vamos sonhar com o caboclo e cantar que nem vem-vem. Nossas almas merecem.”

Com vocês, Irah Caldeira. Fechar

Texto para Abertura de Show de GENARO e WALKIRIA

Texto para Abertura de Show de GENARO e WALKIRIA

Voz que sai do coração, do fundo do coração, ternurizando os ouvidos, estimulando o bem-querer ... É Walkyria ...

Acordes sonoros de teclas e baixos, numa emoção uníssona, transferindo de dentro do peito, sanfona a ele pregado, a felicidade das notas musicais ... É Genaro ...

Sanfona e voz, unidos sons de candura e paz, encantando a todos e a todos transportando pros sertões da alma ...

Voz e sanfona, cantos de carinho, canções que convidam ao abraço, ao chamego, ao amor ...

São dois em um, como se só um fossem ...

É Walkyria e Genaro, é Genaro e Walkyria ... Fechar

Texto para Abertura de Show de MARIA DAPAZ

Texto para Abertura de Show de MARIA DAPAZ

E lá se foi a menina, ganhar estradas, voar os céus e soltar a voz, tal qual passarinho que se desprende das amarras da gaiola e percorre o infinito, azul, belo, infindo ... Foi cantar ...

Foi alimentar a vida, caminhando por outras veredas, voando por outros destinos, tão diferentes dos que a viu crescer ... foi conhecer os umbigos da vida, as costelas do mundo ...

Abrir a cancela dos sonhos era seu sonho tornado real. A porteira hoje escancara-se à espera de que se entre, se apure os ouvidos e se deixe deleitar com seus sons, com seu gorjeio ...

Quem na ida pássaro carente era, retorna aos sombreados locais espalhando à terra, pois já derramados aos céus, o seu cantar, que é o nosso cantar ... Tal qual ave retirante tão comum por essas bandas, eis que volta, veredas a dentro, azuis céus a cruzar, cantando e, sobretudo, encantando quem a vê, quem a ouve ...

Curió, rouxinol, bem-te-vi, ou ribançã voadora de volta aos juazeiros? Todos eles, em coral uníssono, cantando o que há de bom nos sertões da alma. Cantigas do amor, da vida, da luz, Dapaz ... Fechar

Texto para Abertura de show de KAROLINAS COM K

Texto para Abertura de show de KAROLINAS COM K

Cariris, moxotós, pajeús e tantos outros sertões que há: alargai vossas veredas para que possam por elas passar, altaneiras, bandeira em punho, essas guerreiras do bem, com suas armas sonoras e seus gritos desprendidos de almas ávidas por cantar ...

Que venha a sombra em pleno verão, que venha a brisa correndo solta por entre as folhas dos juazeiros, que se unam as sabiás, os curiós e os rouxinóis prá saudar o gorjeio de alegria, o canto de amor que emana de gargantas ternas e meigas, cantando a meiguice e a ternura do nosso forró ...

Que a emoção de uma sanfona, grudada no peito de quem a toca, bem juntinho do coração, transfira prá todos nós o sentimento do bem-querer e, unida ao tilintando do triângulo, ao tum-tum-tum da zabumba, transformem nossas vidas num terreiro festivo, num eterno são joão ...

Que deixemos entrar, ouvidos a dentro, a cantiga do sertão, pés-de-serra de canções; que se acochem as joanas, terezas e marias a seus antonios, pedros e joões pra dançar esse forró marcolinizado e gonzagueante, que a gente sabe, não vai se acabar, pois semente plantada no Exu ...

A letra que faltava no ABC do forró, não falta mais: o alfabeto musical agora se completa: KAROLINAS COM K Fechar

Texto para Abertura do Show VALSAS PERNAMBUCANAS, Teatro Santa Isabel

Texto para Abertura do Show VALSAS PERNAMBUCANAS, Teatro Santa Isabel

O mesmo palco que um dia pisaram Joaquim Nabuco e José Mariano hoje se rende à beleza da valsa pernambucana. A nobreza do espaço é compatível com a qualidade da música a ser apresentada e, mais que isso, com a importância do evento, que bem demonstra a definitiva influência de Pernambuco na história da música popular brasileira, também no campo das valsas.

Tudo isso nos induz a assistirmos ao espetáculo como se estivéssemos em um jardim, vendo as rosas, delas extraindo o aroma e se deliciando com sua beleza. Quantos bons jardineiros a cultivar esse jardim, a transformar sinais do pentagrama em sons de mais alta qualidade. Dos compositores aos intérpretes, dos músicos à direção do espetáculo.

Por tudo isso e pela obviedade qualitativa da cantata é que, quando solicitado a escrever esta apresentação, tentei despistar e escapar da empreitada, só não o fazendo pelo respeito ao amigo que me incumbiu da missão e pela honra em fazê-lo. Afinal de contas, falar o quê de um espetáculo que conta em sua realização com músicos e intérpretes como Spock, Eliane Caldas, Marisa Jonhson, Fernando Rangel, Adalberto Cavalcanti, Geraldo Maia, Irah Caldeira, Expedito Baracho, Claudia Beija? Que dizer de compositores como Edgar Moraes, João Araújo, Levino Ferreira, Capiba, Bozó, Nuca, Maestro Duda e Nelson Ferreira?

Aí está o espetáculo. É assistir e depois dizer se eu estou ou não com a razão ... Fechar

Texto para Release da Fotógrafa MARIA MÁXIMO

Texto para Release da Fotógrafa MARIA MÁXIMO

maria máximo é cearense de nascença, pernambucana por afeição e nordestina por andanças. desde cedo gostou de arte – no seu conceito mais amplo – mas só há 5 anos, para felicidade dos que gostam do que é belo, resolveu se dedicar, em tempo integral, à fotografia. e por aí saiu, câmara em punho, bolsa a tiracolo com lentes, filtros e filmes, a clicar o que de belo há por esses brasis afora, nordeste adentro.

fotografou recife, o sertão, os bichos e as crianças. não esqueceu o mato, os santos, as águas e o sol. reservou à posteridade retratos, coloridos ou não, que alegram o olhar de quem os vê.

essa é maria máximo, que me conferiu o imenso prazer de ilustrar com sua arte o meu projeto forroboxote. só posso dizer que seu trabalho veio agregar qualidade ao meu, razão pela qual, não raramente, recebo elogios pela beleza e sensibilidade contidas naquelas fotografias. obrigado, maria. Fechar

Texto para Release de IRAH CALDEIRA

Texto para Release de IRAH CALDEIRA

MISTURA BRASIL, 2000: surgia aí o primeiro registro fonográfico de IRAH CALDEIRA, com sua voz já amadurecida pelos palcos da vida e barzinhos do mundo. Numa mistura de ritmos, como o próprio título já sugere, descobria-se ali uma intérprete do forró, compatibilizando a meiguice e ternura do nosso ritmo com um seu jeito terno e meigo de cantar nossa música. Não demora, e a cantora se mostra de vez como ‘forrozeira’, com o lançamento do CANTO DO ROUXINOL, 2002, CD de afirmação e reconhecimento de público e crítica. Ali, o povo veio a conhecer, de vez, a intérprete de canções nordestinas, com o sotaque mais nordestino que alguém no Nordeste já pôde conhecer. No processo evolutivo das coisas, eis que surge 2004 e com ele IRAH nos transporta, mais uma vez, ao mundo dos sonhos sertanejos, ao gravar o IRAH CANTA MACIEL: definitivo, pleno, concreto. Casamento perfeito intérprete/poeta, união bem-vinda da música/letra/cantora. Está aí: feliz de quem testemunha o destino da passageira de uma cegonha errante que fez despejar em Minas o belo canto de uma cantadeira daqui. Ainda bem que esse mesmo destino se encarregou de consertar a história nos dando o privilégio de conhecer e ouvir a “minebucana” IRAH.

XICO BIZERRA, abril 2004 Fechar

Texto para Release de SEVY NASCIMENTO

Texto para Release de SEVY NASCIMENTO

O CANTO FELIZ DE SEVY
Falar de SEVY é falar do canto feliz do sertão e do canto alegre da cidade. É falar da brejeirice de uma sanfona tocando um forró e de um bandolim ensaiando um chorinho ou um frevo de bloco. É falar de talento, de simplicidade, de coisa boa. De um sorriso permanente, de um cantar suave, quando preciso for, ou de um cantar mais forte, quando a emoção exigir. Falar de SEVY, enfim, é falar de uma amiga sincera e sempre pronta a servir. Canta, SEVY, que teu canto encanta a tantos quantos te ouvem. Vá em frente, abrindo as comportas do sentimento e deixando passar essa voz que embala sonhos e verdades.
XICO BIZERRA
Poeta e Compositor, numa manhã de abril, vendo a onda do mar lambendo o chão quente de Candeias Fechar

Texto para a missa de 100 anos de Vicente Bezerra, meu Sogro

Texto para a missa de 100 anos de Vicente Bezerra, meu Sogro

MISSA DE 100 ANOS DE VBIZ

Uma chama há cem anos acendida
Há de arder pelo tempo, eternidade
Pois o fogo do amor e da bondade
Permanece aceso por toda a vida
Se no peito a bondade fez guarida
Foi troca que o bom deus um dia quis
E a família, tão unida, vê feliz
O fogo desse amor se propagar
Foram as mãoes de dona brito a aguar
A semente plantada por vebiz Fechar




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