Disse-me-disse
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Antônio Marinho

(Na inauguração do Espaço Cultural Xico Bizerra em 20.04.2010)

Lavrador das histórias do meu povo
Artesão dos cantares dessa gente
Peito aberto sentindo o que sente
Ao se ver uma cena do Sertão
Um ourives do ouro da canção
Mão serenas na arte do moldar
Todo o barro que a poesia dá
Toda pedra que dorme sobre o chão

Sua vida, um eterno Oferendar
Sua história, uma nota do Baião
Seu borrão, um ruído de caçote
Seu canto, o mais verdadeiro Xote
Batizado na fé da inspiração

Quero sempre, Poeta, desfrutar
Através das ouvidas, tua cerne
Que escreve a verdade do sentir
Que da mais bela fonte é que se serve

Ès espinho no galho da caatinga
És fulô do Agreste, água de moita
Teu Baião tem o baque da cascata
E o faslar fulminante da mulher
Estou junto de ti nessa viagem
Entre versos fazendo essa homenagem
Pra te ofertar, "Se Tu Quiser"