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Músicas de Xico Bizerra que não constam em nenhum de seus Forroboxotes
| MÚSICA | COMPOSITOR(ES) | INTÉPRETE(S) |
ÁGUA BENTA |
Xico Bizerra e Leninho | Jesuino - Leninho |
| na soleira do meu peito escanchou-se uma saudade na lembrança eu sentia um gostinho de bombom quando eu tinha o seu batom todo dia em minha boca e o teu cheiro de cabocla, meu deus, como era bom me bateu uma tristeza meus ‘oio’ virou açude fez do meu coração rude sangradouro por te amar vou colhendo esse penar da alegria que plantei até quando eu não sei, até quando tu voltar meu coração escancarado, acelerado, quase implora pra te ver não se demore, vem correndo, vem agora,não piora esse sofrer há muito tempo ‘tá vazio o meu abraço e o meu braço ‘tá que ‘tá que não se agüenta não se demore, vem correndo pro meu lado, vem ser minha água benta |
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A BOA MÃE |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Irah Caldeira |
| a luz lá do alto sobre ti desceu oh santa maria que deus escolheu minh’alma se encanta na tua canção cantar de maria – mãe da salvação concebestes o filho sem pecado o bendito fruto do amor do teu ventre veio o mais amado rogai por teu povo pecador maria das graças maria das dores traz a nos a benção dos amores |
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A FELICIDADE VEM |
Xico Bizerra e Junior Vieira | Joana Angélica - Ribeiro Filho c Part Santanna |
| prá que brincar de solidão? meu coração não é caixa de segredo não aguenta essa maldade e quando bate a saudade fica morrendo de medo e aí vem desassossego o juízo pede arrego quase em tempo de endoidar e o sujeito vai deitar pensando nela ta na cama e o cheiro dela não lhe deixa cochilar a solidão mata a força e tira a fé e o caboco só quer encontrar quem lhe quer bem e quando o amor bate a porta do seu peito meu amigo, não tem jeito a felicidade vem ê ô a felicidade vem ê ô a felicidade vem ê ô a felicidade vem a tristeza vai embora e a felicidade vem |
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A ROSA, O PEIXE E A CHUVA |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Joana Angélica c Part Santanna |
| deixe que a estrada me ensine me mostre as pedras do caminho deixe que um passarinho cante pra mim, faça um acalanto deixe o campo se enfeitar de flor feito cabelo da menina deixe o sedento declarar o amor olhos nos olhos da cacimba deixe na mão do mundo seu lápis de cor deixe tudo do ‘jeitim’ que deus criou um rosto pra cantar a boca pra querer os olhos pra sorrir e o coração pro amor nunca vi o mar com sede nem o sol sentir calor nunca vi faltar o mel no bico do beija-flor nunca vi u’a borboleta sem querer voar não existe homem que não queira amar deixe a rosa espinhar deixe o peixe nadar contra a correnteza deixe a chuva ajudar a encher o mar é da natureza |
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A ROUPA DA NATUREZA |
Xico Bizerra | Ronaldo Aboiador |
| nunca vi nada mais lindo do que um céu se nublando é são pedro anunciando a chuva que já ‘tá vindo o sertão fica sorrindo tudo vira uma beleza é são josé, com certeza mandando que o céu chore de verde a chuva colore as vestes da natureza quando pinga um gotejo ainda que seja neblina mesmo sendo chuva fina é festa pro sertanejo ele vê e eu também vejo a comida em sua mesa esperança fica acesa alegria se avizinha a chuva deixa verdinha a roupa da natureza e se tudo ‘ta florado o inverno garantido o feijão pra ser colhido e o milho penduado na igreja, ajoelhado se agradece a formosura de uma casa com fartura faz-se prece em louvor da chuva que esverdeou a roupa da mãe natura e o pinga-pinga pingando cada gota é um tesouro são vários quilos de ouro o terreiro aguando vendo a lavoura florando o caboco, satisfeito se ajoelha, mão no peito agradece, bem contrito pela trajar, tão bonito verdinho, daquele jeito |
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ACALANTO P JOÃO BATISTA |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Mayra Montenegro |
| dorme meu filho de deus que veio testificar és o milagre em mim sonho pra realizar que a sombra do amor maior viestes profetizar dorme meu mel que o céu só te trará sonhos bons as harpas celestiais enviaram os seus sons para que te fortaleça em deus com todos os seus dons dorme meu filho querido que é grande a tua missão anunciar a chegada de quem traz a salvação na tua fala começa a paz do amor cristão |
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ALÉM DA ESQUINA |
Xico Bizerra e Leninho | Nádia Maia - Leninho c Part Maciel Melo - Gláucio Costa - Leninho; |
| o meu amor se foi para além da esquina aonde a ave de rapina se esconde felicidade se perdeu pela estrada não tenho nada se é que vou não sei pra onde qualquer metade de você é muito em mim o sorriso que não tenho é o teu sorrir o meu abraço sente falta do teu braço tô um bagaço já não consigo dormir és o inverno que arrelampa minha vida és a bebida que a minha sede implora tu és a hora que completa o meu destino sou teu menino te caçando na memória és o riacho que atravessa minha roça tu és a prosa que eu nunca soube ler vem cá, amor, vem cá pra me fazer feliz me di, me diz agora o que eu devo fazer me diz, me diz o que é que eu vou fazer pra ser feliz |
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AMOR DE PASSARINHO |
Xico Bizerra e Biguá | Biguá |
| xô! amor de passarinho bateu asas mundo afora pra bem longe voou pegou o meu amor e foi embora sem rumo, sem destino, ave incerta deixou vazia a vida e muda a canção e eu que não fechei a porta da gaiola tive que voltar de novo pra escola pr’aprender a prender um coração |
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APRONTAMENTO |
Xico e Adalberto Cavalcanti | Geraldo Maia |
| vesti meu paletó, linho alinhado sorri o meu sorriso adomingado pra ela me olhar nos pés brilhava um brilho que só vendo, quase espelho vermelho era o cravo na lapela pra lhe dar quando cheguei, nem sequer fui percebido entristecido, por pouco não fiquei a chorar bastou olhar pr’um cantinho do salão tava lá um coração esperando o meu chegar graças a deus, valeu meu aprontamento nesse momento, do inferno fui no céu parar ainda bem que a moça nem me notou encontrei um novo amor que um cravo vai ganhar pensando nela vou tomar banho de cheiro vou ser meeiro em seu canteiro para me encantar e aquela moça que não quis saber de mim vai ver como é ruim um grande amor desprezar |
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ARARIPE DE CHIQUINHA |
Xico Bizerra | Chiquinha Gonzaga c Part de Gennaro |
| ela saiu do araripe, seu moço de onde saiu seu irmão trouxe a saudade no peito e a paz no coração há mais de 50 anos, seu moço que ela canta o baião seu januário, seu pai, foi também seu professor foi ele quem lhe ensinou os segredos da canção e é por isso que ela puxa meu fole pelo ‘mei’ do mundo e tem um respeito profundo pelas coisas do sertão |
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AVE MARIA DA NATUREZA |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Irah Caldeira - Maciel Melo - André Rio |
| ave maria, rogai pelas marés, pelas flores pelas florestas, pelos amores pelo fim dos arsenais ave maria , rogai por todos nós pecadores por nossos risos, por nossas dores e por um mundo de paz bicho dos ares, bicho dos mares, bichos de pelos, escamas e penas bichos dos matos, bicho dos rios e outros bichos que somos nós rogai por nós, rogai por nós, rogai por nós, santa mãe de jesus ave maria dos céus venho aos teus pés pedir por nossas vidas, nosso ir e vir por homens racionais ave maria dos céus rogo teu doce olhar por nossos sonhos, luas no mar por todos os animais bichos que voam, correm e nadam bichos que brigam, bichos que matam bichos urbanos, bichos de ruas por esse bichos que somos nós rogai por nós, rogai por nós, rogai por nós, santa mãe de jesus |
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BAIÃO DE UM,DE DOIS,DE TRÊS |
Xico Bizerra e Roberto Lins | Roberto Lins |
| faz tempo que eu não danço um baião com você ai que saudade me dá, meu amor, bem-querer de uma sanfona tocando e a gente se abraçando até o amanhecer se eu fosse você voltava correndo pra cá pra ver o fole gemendo e a poeira voar inda te dava meu cheiro e os meus ‘pezim’ ligeiro pra gente baiãozar volta ligeiro, querida, que a vida jamais esperou por ninguém cavalo passa selado, se a gente chega atrasado nunca mais ele vem tô esperando você, vê se vem, não demora que a saudade já mora em meu peito de vez vem dançar um baião, acabar minha aflição quem sabe no outro são João ai ter um baião de três |
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BALAIO DE CHEIRO |
Xico Bizerra e Maria Dapaz | Ivan Ferraz c Part de Maria Dapaz |
| ai que saudade eu tenho do beijo que eu ainda vou te dar do afago, do carinho, do arrocho um amor roxo que não quer me abandonar você desarrumou o meu juízo e fez meu coração se apaixonar revirou a minha vida pelo avesso tocou fogo, fez aceso o pavio do verbo amar e o calor incendiou a minha alma levou prá longe a calma, endoidou o meu viver e agora, o que fazer do meu abraço? não sei desatar o laço, foi nó cego pra valer vem–se embora, tô aqui te esperando não importa até quando vem ligeiro, vem-se embora que eu tô que não agüento vem trocar meu sofrimento por um balaio cheio de cheiro |
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BEIJO, DENGO E CAFUNÉ |
Xico Bizerra e Accioly Neto | Del Feliz c Part Santanna - Sanfonéia - Território Nordestino - Qui nem Jiló c Part Nádia Maia |
| ‘tô só de novo, nem sempre a gente tem o que se quer papai dizia que coração de mulher é terra que ninguém pisou de repente você cai em si e volta batendo na porta chamando meu nome, com fome de amor você se foi, e carregou a minha estrela guia foi tão ruim e disso eu já sabia meu coração, casa da dor mas quem sabe, qualquer dia voce volta batendo na porta chamando meu nome com fome de amor vai ser tanto beijo, dengo e cafuné chuva de desejo, volta da maré |
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BICHO VERDE-AMARELO |
Xico Bizerra e Marcelo Melo | Marcelo Melo (Quinteto Violado) |
| sou tocador de viola meu tocar já fez escola já cantei muita canção o meu nome é marcelo sou bicho verde-amarelo no meio desse sertão |
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BOLE-BOLE |
Xico Bizerra e Diego Reis | Lampiões e Maria Bonita - Trio Nordestino c Part Adelmário Coelho |
| quando ela passa, todo mundo bole todo mundo bole, todo mundo bole quando ela passa, todo mundo bole todo mundo bole com seu bole-bole essa menina que passa bolindo bolinando, distraindo todo sonho meu me desconserta com seu bole-bole me deixando mole, judiando d’eu menina linda, vem bolir comigo que eu te dou abrigo, casa e ‘di cumê’ venha depresa que eu ‘tô te esperando se puder, venha voando quero bolir com você |
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BUCHA DE CANHÃO |
Xico Bizerra e Beto Horts | Roberto Lins |
| você quase acabou com a minha vida pôs uma bomba dentro do meu coração vou lhe dar uma passagem só de ida seu carnaval vai ser longe do meu salão quero você distante da minha vista desapareça, não encha meu saco, não você vai ficar muito bem de turista fantasiada como bucha de canhão nesse carnaval só lhe dou o meu perdão com você lá no iraque ou no afeganistão nesse carnaval não quero lhe encontar você lá no iraque e eu pra lá de bagdá |
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BUGINGANGAS |
Xico/Leninho/Ze Maria | Leninho - Nádia Maia |
| assim que você vier perguntar o motivo por que cansei de esperar um dia, uma luz, uma estrela, outro dia mil sonhos de amor, ilusão fantasia nada falarei o silêncio será arma soberana como a madrugada que recebe o orvalho frio e não reclama e o que restará de nós será somente bugigangas não posso esquecer o que devo levar o que faça doer eu prefiro deixar levo o meu coração e o vazio da casa a nossa velha chama, aquela flor amassada um verso deixarei só para você bem na nossa cama que te fale de amor, de paixão, de prazer e de uma dor tão tirana e o que restará de nós será somente bugigangas se um dia alguém precisar saber as razões desse fim que não foi meu querer pergunta às estrelas que brilham lá em cima da tristeza que é quando tudo termina só saudades terei de um tempo tão bom que a alma reclama e por falta de amor levarei o meu peito que se esmolamba e o que restará de nós será somente bugigangas |
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CANÇÃO DA PAZ POSSIVEL |
Xico Bizerra e Paulinho Leite | Paulinho Leite |
| quanto tempo ainda resta para que os homens usem inteligência troquem as armas por uma flor e saiam aguando os canteiros da vida regando ternuras penso em crianças futuras que não merecem os punhais dessa dor quando se planta o sêmen da fé toda esperança floresce e doces frutos de nobre sabor a mãe natura oferece na mesa dos homens de bem alimentos que têm o tempero do amor quem faz nascer o sol pela luz do dia? nossa mãe natureza quem faz a chuva-rainha de nossa invernia? nossa mãe natureza quem é que faz nascer uma planta no chão? nossa mãe natureza quem transforma a semente em pedaços de pão? nossa mãe natureza quem é que faz correr as águas do rio? nossa mãe natureza quem faz o vento soprar seu eterno assovio? nossa mãe natureza quem é que faz as florestas e os animais? nossa mãe natureza e quem nos faz crer ainda num mundo de paz? nossa mãe natureza |
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CANTIGA DE DUDU |
Xico Bizerra e Dudu Alves | Dudu Alvs (Quinteto Violado) |
| sou dudu, o do teclado toco em pé, toco sentado tenho dedos bailarinos toco xote e baião no escuro ou no clarão toco os toques nordestinos |
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CHAMEGAÇÃO |
Xico Bizerra e Selma Santos | Joana Angélica |
| não vou sair de casa ‘tô que é uma brasa pra receber a quem eu amo tanto, meu doce encanto, meu bem querer hoje tem brincadeira, tem safadeza, chamegação o que eu quero agora é botar em dia minha emoção ‘ta chegando a hora da alegria no coração vem, vem, vem que eu ‘tô te esperando vem, vem sorrindo e cantando a surpresa é boa, não fico à toa e beijo você hoje eu quero mesmo é chamegação pra não ter perder |
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CHICO DAS ÁGUAS |
Xico Bizerra e Toinho Alves | Quinteto Violado - Cristina Amaral - Som da Terra |
| velho chico, no fuxico de tuas águas as minhas mágoas se afogaram em teu correr na canoa em que eu faço a viagem no silencio da paisagem vejo tudo florescer eu te pergunto: quantas lágrimas matutas se verteram pra que fosses lindo assim? desde a canastra até a última morada em que te entregas ao mar num amor sem fim junto ao teu leito, ora largo, ora estreito as tuas águas pintam de verde o sertão dando festa na vida do sertanejo olho para ti e vejo: tens alma e coração ó velho chico, quantas sedes saciadas por tantas bocas que viveram a te beber chico das águas, chico amigo, são francisco vem de alegria minha vida abastecer vem dar água de beber, matar a sede da gente vem transformar a semente em fruto bom de se comer |
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CIANO, O QUE FLAUTEIA |
Xico Bizerra e Ciano Alves | Ciano Alves (Quinteto Violado) |
| sou ciano, o que flauteia foi não foi, volta e meia eu me pego a flautear soprando esse instrumento só com a força do meu vento pras cantigas enfeitar |
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CINCO PEBAS NA PIMENTA |
Xico Bizerra e Toinho Alves | Quinteto Violado |
| cinco peba na pimenta caldeirão nordestinês pelos sertões, muçambês verdade tão suculenta a canção é a ferramenta pra violar os luares e por todos os lugares enluaramos violas e nas nossas caçarolas cantigas bem populares |
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COLHEITAS |
Xico/Anchieta Dali/Jr Sousa | Anchieta Dali |
| quem dera nas areias da saudade te encontrar e em cada grão perdido tua face debulhar me leva, mil léguas, prá estrada desse caminhar quem dera eu me deserte dessa solidão desprenda as amarras do meu coração me leva, mil léguas, prá estrada desse caminhar mas se o mar virar sertão e o sertão acordar será tempo de invernia, de alegria será tempo de amar vai ser tempo de fartura colheitas de acarinhar |
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COM ESSE TALO NÃO ENTALO |
Xico Bizerra | Mazinho de Arcoverde |
| eu canto, brinco, frevo e tudo falo eu não me calo nossa turma vai sair eu como a sua jaca e não me entalo segura o talo nossa troça ta aí em casa forte, apipucos, essa jaqueira vai dar jaca a festa inteira que é prá gente se alegrar jaca de dia, de noite a toda hora e a turma só vai-se embora quando a jaca se acabar |
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CORAÇÕES FERIDOS |
Xico Bizerra | Joana Angelica - Karolinas com K - Joquinha Gonzaga |
| quando se fere um coração, por amor o peito ‘vei’ se despedaça em mil não se sabe a maior dor se o coração ferido ou o de quem feriu aí bate uma tristeza, um desassossego um banzo danado e o cabra fica agoniado injuriado toda vez que lembra do que fez e haja chororó e haja aquela vontade de voltar atrás pedir perdão e prometer que nunca mais carinhos e afetos ficarão contidos é tão ruim melhor seria conversar, trocar um abraço apertar o nó do amor, arrochar o laço do que fazer, como se fez, dois corações feridos |
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DAS OROPA PRO EXU |
Xico Bizerra e Junior Vieira | Ribeiro Filho |
| a noruega ‘tá aqui junto de mim fica bem pertim do juazeiro e do icó bodocongó é vizinho do japão basta que eu mexa a mão e já avisto o moxotó bulo com um dedo e viajo pra pequim quixeramobim parede-e-meia com seul do pajeú eu descortino o oriente navegando vou contente das oropa pro exu esse mundão virou uma bola de gude num carece que se estude pra se viajar é só triscar o dedo no pitoco certo seja longe ou seja perto num tem jeito de errar o mundo todo é vizinho do sertão o afeganistão é coladim no ceará campina grande fica ali bem na esquina e a conchichina é no quintal de quipapá com tanto ponto, tanto com, tanto br mermo que o sujeito erre termina chegando lá com a bexiga dessa tal de internet não tem cabra que se aquete todo mundo a navegar mas só no meu sertão tem essa lua bonita, essa terra bendita e um povo tão bom mas só no meu sertão tem passarim, juazeiro, sanfona no terreiro e o teu batom |
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DE QUE ADIANTA? |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Kelly Rosa |
| nem tudo que se quer a gente tem um carinho, um amor, um querer-bem a vida nem sempre dá aquilo que a gente espera quem dera a felicidade morasse aqui nem tudo que se tem a gente quer tristeza, saudade de amor, dum cafuné a vida às vezes nos dá aquilo que não se espera quem dera essa dor morasse longe daqui de que adianta repente sem ligeireza riacho sem correnteza ter fome e não ter comer? de que adianta ter o mundo em minha mão ter no peito um coração batendo sem ter você? |
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DE REIS MAGROS E VAQUEIROS |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Terezinha Acordeon - Bira Delgado |
| o mundo feliz recebe o menino redentor o porta-voz da justeza safra repleta de amor salve o nosso deus menino viva o nosso salvador viemos ao teu encontro seguindo a estrela guia trouxemos mimos de paz muita fé, muita alegria salve o fruto mais bendito viva o filho de maria ao mundo foi prometido que esse tempo ia chegar o povo com esperança vai aprender a amar e na promessa do pai vem o filho nos salvar |
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DE TANTO GOSTAR |
Xico Bizerra e Del Feliz | Del Feliz |
| eu vou entrar de cara nessa brincadeira e se cair levanto, sacudo a poeira deixar você pra lá vai ser uma besteira eu gosto de você, meu bem eu gosto de você, meu bem não gosto de mais ninguém pra te encontrar eu subo e desço ladeira e feito bobo eu fico conversando asneira dou cangapé e até planto bananeira eu gosto de você, meu bem eu gosto de você, meu bem não gosto de mais ninguém de tanto gostar perco até a hora quero ficar eu não vou embora se por acaso eu ganhar o teu amor vou sorrir, vou viver nosso caminho só vai ter cherança e flor de tanto gostar meu sorriso diz que é você quem me faz feliz |
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DE VERA |
Xico Bizerra e Roberto Lins | Roberto Lins |
| eu ‘tô te amando e é de vera quisera tu soubesse desse meu amor eu ‘tô te amando e não é pouco, não meu coração ‘tá precisado ‘tá querendo teu calor eu vou aonde for preciso eu vou aonde tu disser que eu vá eu vou buscar o doce paraíso que fica embaixo desse teu olhar eu vou aonde o sol se esconde eu vou aonde o céu abraça o mar eu vou não importa quando e onde o que eu quero é um dia te encontrar |
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DECÁ |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| decá um cheiro nessa tua flor sertão decá um bocadinho desse teu amor pagão eu tô querendo o endereço da cidade a casa da felicidade, pra deixar meu coração. decá um taco do teu alegrar que eu trago as estrelas para alumiar as curvas da estrada do nosso caminho me dá o teu carinho, que te dou meu abraçar com um tiquinho, um taquinho de você eu faço o nada transformar-se em poesia e um bocadinho a mais do teu querer faço chover nesse meu chão de sertania e se um dia alguém vier falar que o amor não tem valor, é ilusão decá a chance d’eu poder mostrar o nosso amor, a nossa história em canção |
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DESFAZENDO A MALA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho - Nádia Maia - Waldonnys - Kelvin do Acordeon |
| eu ‘tô chegando vim ligeiro que nem bala já ‘tô desfazendo a mala pra ficar contigo trouxe um abraço, um afago e um carinho ‘tô voltando pro meu ninho aqui é o meu abrigo lá onde andei eu só achei o que não procurava nunca pensei que a saudade era ruim e tanto maltratava voltei e tô com fome de amor juro, nunca mais vou, eu voltei, tô aqui eu quero é sentir teu calor quero esquecer a dor, quero de novo sorrir a rua ‘ta deserta, o coração a latejar vim ligeiro que nem bala no faro do teu desejo a porta ‘ta aberta, faça o favor de entrar já ‘tô desfazendo a mala esperando um beijo |
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DUZENTOS BEIJOS |
Xico Bizerra | Karolinas Com K - Joana Angélica |
| venha embonitar o meu viver venha fazer festa no meu coração eu ‘tô esperando por você venha avexada, não demore, não eu já armei uma barraca no meu peito tem bom-bom, vai ter confeito prá adoçar nosso beijar e te garanto que é grande o sortimento de amor, de sentimento de carinho pra te dar tem prateleiras que ‘tão cheias de afeto já tem mil cheiros, por certo esperando o teu chegar venha amuntada no desejo já embrulhei duzentos beijos pra hora de te encontrar |
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ENLUARADO |
Xico Bizerra e Luciano Nunes | Rosaura Muniz |
| quem é esse doido que vive o sonhar? nas ruas da vida, lida de cantar esquinas do tempo, veredas da terra canta o pé-de-serra, luar e sertão quem é esse sábio que canta o amor? estradas, estrelas, vê-las, seu labor espaços do vento, compassos da dança rima que se lança rumo ao coração é um poeta, enluarado, cantador violeiro da saudade canta lembrando do seu amor |
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ESTAMPAS |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho (Versão Xaxado) - Leninho (Versão Canção) |
| vem ser linha costurar o meu desejo carretear o meu beijo no meu linho se enrolar vem ser minha com teu sorriso rendado me ensina o teu bordado que eu te ensino a namorar vem misturar a tua chita, com meu algodão tua mão na minha mão duas almas numa só pano e tecido estampas do nosso amor retalhos de toda cor alinhavando um xodó deixa a saudade pendurada nos varais alivia os meus ais vem cessar minha agonia e a cada dia cada noite ou manhã serás minha tecelã tecendo minha alegria deixa a saudade pendurada nos varais alivia os meus ais acaba com o meu sofrer e vem me ver toda noite ou manhã vem ser minha tecelã tecendo meu bem-querer |
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ESTRELA E LUA |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Irah Caldeira |
| quem parte dessa terra e anda o chão do seu lugar quem faz o que o coração manda um dia chega lá pra se encharcar de vida e ser raiz cheiro araripe, luz de garanhuns, sonhos de luiz tem que ser exu, tem que ser agreste, tem que ser luiz quem teve o colo de santana, o colo de lindu quem viu de perto a asa branca e o mandacaru carrega a simplicidade de um aprendiz do homem que canta, do homem que planta, do homem luiz vento retirante, chuva que anuncia os sonhos de um país cantos do exu, sorriso agreste, estrela que brilha, lua que alumia o céu do meu nordeste quem tem na alma o sentimento do seu povo bom quem tem a força da palavra e a usa como dom faz o estradar da gente tão feliz berço caiçara, rede caetés, sonhos de luiz sorriso na alma, palavra que acalma, bem que sempre quis lua sertão, estrela agreste canto que brilha, luz que alumia o chão do meu nordeste |
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EU VI, VOU VER |
Xico Bizerra/Jr de Sousa | Ébano Nunes - Rosaura Muniz - Perkata de Couro c Part Ilana Ventura |
| eu vi u’a mulher com a saudade na cabeça eu vi u’a mesa vazia sem o pão eu vi o sertão conversando com a incerteza eu vi ribançã avoando em procissão eu vi um xêxo de pedra onde foi rio eu vi o cio da terra se acabar eu vi o zunir de um açude vazio eu vi o choro intrigado com o alegrar mas sei que tudo isso é coisa passageira a eira e a beira do amor é aqui eu sou cria dessa nação nordestineira em minhas veias só corre o sangue cariri tomara que um dia deus lembre da gente desinvente o sol quente dos nossos sertões e faça a chuva vir molhar nosso terreiro aguaçeiro que inunde de amor os corações vou ver outra vez o milho penduando penteando as tranças de um bem-querer vou ver a água correndo, deslizando transformando a semente num grão bom de comer vou ver de novo um toque de sanfona a dona d’eu me fazendo um cafuné vou ver a felicidade vir à tona e a alegria no peito pro que der e vier |
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FEITO UM BESTA |
Xico Bizerra e Leninho | Nerilson Buscapé - Leninho c Part Maciel Melo |
| ela passou por mim e nem me viu e eu fiquei feito um besta eu perdi totalmente a noção se era quinta ou sexta eu só sei que ela passou por mim muito satisfeita foi aí que me vi nesse baião e percebi que era sexta não me importa o dia da semana nem a hora que ela passou por mim interessa é que ela passou derramando seu cheiro de jasmim deixa pra lá se ela não olhou eu só sei que foi bom ela passar eu jamais vou saber quem era ela eu só sei que foi bom demais olhar |
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FERRO E FLOR |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho - Joquinha Gonzaga c Part Santanna |
| a gente sabe porque é de lá daquelas bandas lá do bodocó que esse cheiro de forrobodó perfuma o ano inteiro pra ser de lá tem que gostar de luiz antes de tudo tem que ser feliz plantar semente e buscar a raiz desse chão brasileiro tem que ter um braço forte mas dentro do peito um coração sereno não ser tão grande nem ser tão pequeno ser do tamanho desse meu sertão ser ferro e flor pra agüentar a dureza da lida de lá ser cantador das coisas do lugar sorrir ou chorar se preciso for eu vou voltar seu moço, eu vou voltar lá pro meu bodocó pois a saudade é grande que dá dó eu que só vim com a coragem e a cara eu vou voltar pois pensei que aqui eu ia ser feliz mas isso é o que todo mundo diz quando sai atrepado num pau de arara |
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FESTA DOS MEUS ZÓI |
Xico Bizerra e Roberto Cruz | Banda Segnus - Dudu do Acordeon c Part Santanna |
| decá um cheiro e vem dançar comigo o teu abrigo é aqui juntinho d’eu vem alegrar a festa dos meus ‘zói’ curar meu dodói, cuidar do que é teu alumiar a minha noite escura botar docura nesse meu viver dançando um xote bem agarradinho me abraçando com carinho até o amanhecer morena bela, doce aquarela linda e colorida bela morena, açucena cheirosa de minha vida |
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FINO CORTEJO |
Xico e Adalberto Cavalcanti | Geraldo Maia |
| os astros e a lua em fino cortejo louvam o beijo que hei de te dar a noite que se achega me deixa feliz um corpo que se ameiga e tua boca doce que sorri e diz: meu amor a flutuar no céu brilhos de emoção meu coração igual ao teu, sorrindo ao bater no espaço-esplendor, desabrochar de flor e eu a confessar ao mundo o meu amor tu és, raio de luz numa noite escura tu és, porção-milagre, bálsamo que cura estrela mais que fulgente num céu carregado és meu pedaço de paz sonhado és tu, que quando perto, beleza ‘in natura’ és tu, que mesmo longe, anjo de candura hei de ter-te sempre aqui, meu amor, bem juntinho a mim pois és o meu eterno sim |
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GATO E SAPATO |
Xico Bizerra e Leninho | Tacyo Carvalho - Leninho c Part Geraldinho Lins |
| você fez o que bem quis comigo gato e sapateou dentro da minha vida agora toda arrependida pede perdão e diz que precisa voltar a esperança não esta perdida mas essa ferida ainda esta a sangrar eu não sei não já tava até acostumado com você distante daqui eu e a solidão bem nos suportamos mas não é bom viver assim não imaginaria que a nossa alegria pudesse acabar te juro eu não queria mas tudo que começa tem que terminar quem sabe a vida nos dá outra chance quem sabe um dia a paz a gente alcance eu só queria te pedir mais uma coisa antes que acabe essa nossa canção é que de agora em diante você não faça mais gato e sapato do meu coração |
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GENESES |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Irah Caldeira |
| trevas sobre a face do abismo e o espírito de deus sobre a face das águas e haja luz, houve luz, boa luz e deus a chamou de dia as trevas deus chamou de noite e houve o primeiro dia o céu expandiu no segundo dia o fruto, a árvore, a terra a semente deus viu que era bom, é terceiro dia e no quarto dia de sua criação fez separar o escurão do clarão estrelas vieram pra a alumiar o chão abundantemente seres de almas viventes de tudo que existe deus fez a semente e os abençoou pra frutificar multiplicar e encher as águas dos mares de peixes, de vida e de aves os ares e o quinto dia acabou de acabar e deus criou cada um para sua missão os bichos, os répteis, toda criação e os abençoou pra frutificar deus também criou o homem a sua imagem para ser bondoso, para ter coragem era o sexto dia a se coroar e assim os céus e a terra todo seu exército foram acabados depois de deus tudo criado o sétimo dia foi pra descansar |
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GILBERTIANA |
Xico Bizerra | Kleber Araujo - Irah Caldeira |
| no carnaval apipucos se embandeira e a turma da jaqueira faz valer seu ideal não importa se chuva ou sol a pino homem, mulher, menino além do bem e do mal a alegria se derrama em casa forte dando suporte à nossa troça que já vai passar e nesse passo frevado, cadenciado o povo do nosso lado sorrindo a desfilar joguei minha tristeza na senzala e a minha fala só falava coisa à toa sobrados e mocambos de alegria eu não sabia que a vida era tão boa ainda me lembro da alegria de gilberto sorriso aberto vendo a nossa troça passar são casas-grandes de tanta felicidade se espalhando na cidade enfeitando o meu lugar |
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GINGA BRASIL |
Xico Bizerra e Israel Filho | Israel Filho |
| ‘vixe’, que alegria tamanha show de bola na alemanha com a nossa seleção eu tô que só vejo a canarinha de camisa amarelinha bem junto do coração já tô sentindo o gosto dessa taça alegria na praça a cada gol que a gente faz levanta essa taça, brasil país do futebol, eu quero é mais mais uma estrela, vamos lá que a gente ganha show de bola na alemanha muito chope vou beber comemorando mais esse campeonato já sou campeão de fato quero ver acontecer e na torcida um grito de explosão quando a nossa seleção canarinho vencer a cada gol pura emoção, agüenta coração que não pára de torcer ginga brasil, ginga brasil, ginga brasil bola pra cá, bola pra lá, pura emoção no futebol eu sou penta campeão põe mais uma estrela e arrebenta o coração ginga brasil, ginga brasil, ginga brasil faz esse povo de alegria delirar traz essa taça de novo pro nosso povo bebemorar |
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GUARDIÃ |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho c Part Santanna |
| morena faceira e bela sai desse janela que já é primavera e eu quero te ver bote um vestidim de xita feito uma aquarela, sai dessa janela, minha flor de muçambê o enfeite do cabelo uma fita amarela pés descalços ou de chinela eu num reparo não traga logo o seu sorriso, tô a tua espera vem depressa fazer festa no meu coração mil versos, poemas, canções ao luar nada se compara ao meu bem querer és bela, faceira, fulô serena guardiã do meu coração, do meu ar a razão maior desse canto é você |
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JARDIM DO AMANHÃ |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho - Ilana Ventura |
| ei, você, saiba que o nosso amor é para a vida inteira ei, você, já faz tempo que nasceu o sol do meu bem querer ei, você, plante cultive preserve a semente verdadeira ei, você, pra no jardim do amanhã o amor se possa colher quanta vida esperei a hora dessa colheita a fruta, a planta, a raiz é da semente que sai não se briga com o tempo e nem se faz a desfeita o tempo é o senhor, mas nosso amor é capaz de florescer, de crescer, frutificar e até mais ei, você, o nosso amor é agora o nosso tempo é de paz ei, você, nosso amanhã é agora o hoje nunca vem mais ei, você, o nosso amor é agora nosso tempo é fugaz ei, você, nosso amanhã é agora o hoje nunca vem mais |
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JOGO DO BEM QUERER |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Neto Andrade |
| eu chegando na estação você no trem de partida eu querendo a tua mão no teu olhar, despedida eu doido pra conversar você de boca fechada perdi tudo, ganhei nada no jogo do bem-querer faç’isso não volte pra mim faç’eu sonhar sem precisar dormir fac’isso não tem pena d’eu vem ser inverno no meu chão que é só teu eu indo ao seu encontro você mudando a calçada você querendo dormir eu lhe querendo acordada eu respirando o sim você transpirando o não você não tem um pingo de pena do meu coração |
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JOSÉ E MARIA |
Xico Bizerra/Bebé Natércio | Irah Caldeira |
| o casal sagrado segue seu caminho tão duro e agreste de pedra e espinho pequena belém terra de judá numa manjedora um rei nascerá para que se cumpra toda profecia vão para belém josé e maria belém de david do povo fiel sairá de ti o rei de israel em toda belém lugar não havia onde se esconderem jesus e maria |
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LÁ VEM O BLOCO |
Xico Bizerra e Jose Arimateia | Sevi Nascimento |
| abra o teu sorriso que o bloco vai passar abra o coração pra receber todo esse amor que eu guardei para te dar com as cores da alegria e bem querer feche a porta para a tristeza e a solidão deixe escancarado o teu sorrir venha, eu sou teu guia teu norte é minha mão eu sei que a festa é aqui venha, que eu te espero não demore não a minha vida eu quero colorir já ‘adominguei’ o meu abraço e o meu passo ‘ta no compasso do amor eu vou dançar, tu és meu par aonde fores, basta me chamar que eu vou, mas só te peço nesse dia a fantasia que me faz cantar basta um sorriso, e o paraíso do céu pra terra há de se mudar |
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MANHÃ DE INVERNO |
Xico Bizerra/André Rio | André Rio |
| manhã de inverno face oculta de um sol clandestino feiticeira a pintar meu destino de mãos dadas com a loucura sã que é tão sã manhã de inverno tua miragem em cada esquina cavalgando sob a chuva fina nesse hoje sem ter amanhã amanhã se a saudade de um instante desanoitecer se essa metade tão distante pedir pra me ver serpente vou ser maçã se o frio se cansar de ser tão frio e se for se u’a estrela viajar pra te dizer do meu amor te espero nessa manhã |
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MEU PADIM CIÇO ROMÃO |
Xico Bizerra | Maria Lafaete c Part João Cláudio |
| meu padim ciço romão tô aqui no seu terreiro eu sou mais um romeiro vim pedir tua benção meu padim ciço romão andei pelo mundo inteiro mas voltei pro juazeiro pra fazer essa oração e agradecer pela vida pelo pão pelo luar do sertão por esse povo tão bom eu tô aqui vim correndo vim ligeiro meu padim meu padroeiro meu santo ciço romão |
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MEU RELICÁRIO |
Xico/Petrucio/Oseas Lopes | Carlos André |
| sou de um sertão, poeira, sol, lugar distante me tornei bicho cantante, passarinho, sabiá a terra quente um dia me mandou embora mas guardei minha história que hoje volto pra contar falar de um tempo que a saudade me trouxe menino, piaba doce, rio, moleque a nadar brilho de estrelas, clareando o terreiro ver cocota seresteiro numa noite de luar ai, como eu andei tão só por este mundo longe do meu mossoró ai, como eu andei tão só quanta saudade do meu velho mossoró meu caderno, livro de caligrafia diocesano, santa luzia, é difícil esquecer o pavilhão e o parque da vitória quanta falta eu sinto agora porque é que eu fui crescer? Minha igrejinha quanta alegria me destes 1904 a construção se iniciou 10 de outubro de 1907 um grande homem começou e jesus cristo abençoou hoje eu retorno pra você, meu relicário festejar teu centenário, meu coração de jesus minha igrejinha, miguel faustino do monte deu a ti novo horizonte aos pés da santa cruz |
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MINHA ALEGRIA |
Xico Bizerra e Roberto Cruz | Beto Ortiz |
| meu coração se enfeitou de alegria e a poesia fulorô o meu viver e lá em cima o céu inteiro festejava a nova estrela que chegava anunciando o teu nascer te preparei um ninho cheio de ternura com a candura dos sonhos bons de sonhar guardei prá ti toda a verdade felicidade de poder te abraçar e de repente a minha vida é outra vida que a tua vida veio prá modificar eu quero estar perto do teu crescimento em cada momento do teu caminhar minha criança, meu amor, minha alegria minha festa, minha vida presente que deus do céu me mandou minha fulô, minha benção, minha cantiga |
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MINHA SAUDADE |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Xinelo Rasgado |
| MINHA SAUDADE Xico Bizerra e Bráulio Medeiros pedi que a minha saudade desse um nó no tempo juntei ela com a tristeza e tranquei na gaveta saí dando cangapé, fazendo pirueta fui buscar papel, procurar caneta doido pra fazer um poema pra ti mas o destino buliçoso remexeu o meu armário revirou a cena mudou o cenário e trouxe de volta a saudade pra mim e agora não sei o que faça com minha tristeza sou um talvez brigando com a certeza vou bebendo a dor desaprendendo o sim eu pinto o sete, rasgo o oito e corto o nove eu faço tudo, se quiser retalho o dez invento chuva prum lugar que nunca chove descubro estradas pra caminhar nossos pés |
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NÃO ADIANTA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| não se apaga aquilo que está escrito sei que vou levar comigo para sempre esta saudade não adianta, sei que é tempo perder desejar te esquecer, esconder essa verdade todo lugar, qualquer cidade ou lugarejo todoo canto em que me vejo tá repleto de você é como se tudo lembrasse o teu encanto já tô entregando os pontos vem depressa, vem meu bem querer... de corpo, alma, coração eu te garanto traga logo a tua vida, para juntar ao meu viver eu não vou mais te procurar, não vou cabe a você agora me encontrar eu já sofri, eu já admiti já tirei a tranca da porta pra você entrar se não eu vou atrás de um novo amor feito um navio em busco de outro cais eu já cai, já levantei e vi mais importante que você, somente a minha paz |
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NÓS E O RIO |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Banda Kartuxo |
| ELE: eu, menino faceiro sou juazeiro a te namorar tu, menina malina és petrolina, és doce luar entre nossos desejos há rio e ponte pôr-do-sol no horizonte a nos acovitar as águas do velho xico levarão o nosso amor para o mesmo mar ELA: eu, menina malina, sou petrolina, teu coração tu, menino faceiro és juazeiro, não me enganas não esse rio que abraça tambem separa no sertão joia rara de enfeitiçar as águas do velho xico farão desse nosso amor um imenso mar ELE: tu menina, eu menino somos dois e um só destino ELA: tu menino, eu menina somos dois e a mesma sina ELE e ELA: nas carrancas, segredos medonhos nossos sonhos num redemoinho remoendo o passado, a vida, pecados, perdões zabumbar de atabaques ecoam celebrando o mistério da vida a batida do amor tocando nossos corações |
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NA BODEGA DO QUERER |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| eu tava indo pra bodega do forro lá no bodocó na festa de são josé quando avistei uma morena brejeira tão dengosa, tão faceira, do jeitim que a gente quer os ‘oin’ dela dizendo quer forró e nesse forrobodó nós caímos no baião o sanfoneiro parecia animado o salão bem alisado, e o ‘clarin’ do lampião a brincadeira tava ficando bonita ela enfeitada de xita dava gosto de se ver e eu já pensando nas fartura de abraço dei o nó puxei o laço na bodega do querer ai de tu, se apagar o candeeiro ai de mim, se ele não se apagar ai de tu, se o sanfoneiro tocar muito ai de mim, se ele não souber tocar ai de tu, se o salão tiver lisinho ai de mim, se for preciso alisar ai de tu, se for embora comigo eu assumo o prejuízo custe o tanto que custar |
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NA MEDIDA |
Xico/Gennaro/Andre Galindo | Território Nordestino |
| você, amor, não sobra nem falta tem a medida exata dentro do meu coração você, amor, que chegou bem devagarinho tomou conta do meu ninho me banhou de emoção não vou dizer que você é demais pois tudo que é de mais em você não sobra não vou dizer que você é de menos porque menos é tão pouco e pouco é raro em você por isso digo você é apenas tudo me deixa mudo, completa meu bem querer mulher, amada, criatura abençoada minha paz tão desejada és a razão do meu viver |
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NEGO DAGUA |
Xico Bizerra e Selma Santos | Rosaura Muniz |
| atravessei de petrolina a juazeiro velho chico viu primeiro meu amor em pleno cio depois voltei juazeiro a petrolina cantei u’a canção menina pras águas daquele rio na agua doce do tamanho de um mar o olhar do nego d'agua estava ali a me olhar um sentimento foi chegando, se achegou nego d'agua me sorria e uma lágrima brotou velho chico já sabia que a minha alegria ora estava em pernambuco ora estava na bahia oh nego d'agua, me leva pr’onde tu for sentimento é o que se guarda nas carrancas do amor oh velho chico, foi tão bom te encontrar conhecer o nego d'agua nas águas de um quase mar velho chico, já sabia. coração quase maluco ora estava na bahia ora estava em pernambuco |
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NEGREIROS |
Xico Bizerra | Edilza Aires |
| oh, águia do oceano, albatroz abre tuas asas sobre nós carrega-me pra longe daqui galopa, voa, não me deixe ver por sobre tanta água brinca o luar no branco desse brincar essa negra dor negreiro, navio que vem do outro lado do mar xicotes que açoitam a alma de homens de cor gente com a pele da noite num circo de horror desamor de algemas na boca de quem quis cantar velas abertas, de onde vem, para onde vão? sem luz, sem ar, sem razão, meu deus, onde esta? onde estão os heróis do velho novo mundo? que não arrancam o pendão desses ares? onde estão os andradas, colombos? que não fecham as portas de seus mares? |
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NOS SALÕES DO FORRÓ |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| botei meu linho mais bonito, fui correndo pro granito pra dançar forró em bodocó eu entrei na festa, e de belém ate floresta, era gente que dava dó. quando dei fé de mim, já tava em parnamirim, depois em exu de serrita pra belmonte , eu fui ligeiro prum samba lá em salgueiro, e outro em tacaratu me deu bem foi em araripina, e ao chegar em petrolina, eu tornei a namorar fui passeando e forrozando em cabrobó e ao som do juá forró, brinquei ate o sol raiá em caruauru eu dancei tanto que só vendo, mas ainda tô querendo, festejar na capital dos cafundó ate a sala de reboco, arre égua seu arlindo, zé nabo e abidoral |
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NOSSO QUINTAL |
Xico Bizerra e José Arimatéia | Sevi Nascimento |
| eu vou sair e vou levar comigo o meu amigo que se chama violão que não me deixa em nenhum momento e é o adoçamento de toda minha canção eu vou com ele debaixo do braço e o meu abraço ele nunca verá igual vou fazer choro, com todo decoro na sombra da mangueira do nosso quintal e lá encontro com o velho cavaquinho com a flauta, o pandeiro, com o surdo e o bandolim e tem o sax com seu toque tão brejeiro soprando um choro maneiro alegrando o festim não me interessa se a noite já se chega tem alguém que se ameiga do meu lado a me olhar e vou ficando, vou tocando, vou sorrindo, vou chorando, vou ouvindo, vendo o tempo passar e vou vibrando, pixingando, escapulindo, caprichando, seduzindo, remexendo a chorar amor, amar, amar, amor tem violão, no chororô e um bandolim para chorar amor, amar, amar, amor nosso pandeiro, já pandeirou e o som da flauta a flautear ‘seu’ cavaco se achegou lá vem o sax conjugando o verbo amar |
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O BOM ZACARIAS |
Xico Bizerra/Bebe Natercio | Irah Caldeira |
| o bom zacarias tinha os dias seus todos dedicados ao serviço de deus vivia a tristeza da vida sem brilho pois a isabel não podia ter filho não poder ter filho era o martírio de isabel já naquela idade não teria mas a sua crença ecoou nos céus e na fé em deus tudo se cria o filho de isabel será ele o pregador preparando o mundo pro amor abrindo o caminho para a redenção para o mundo ser do amor cristão |
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O CHEIRO DO CHEIRO DELA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| trouxe comigo o cheiro do cheiro dela e uma aquarela com as tintas do amor trouxe comigo o calor do seu abraço e um traço colorido feito com lápis de cor meu matulão veio cheinho de saudade e de felicidade por te conhecer trouxe o que pude na minha lembrança e uma carrada de esperança de que ainda vou te ver eu só não trouxe o meu amor esse eu deixei guardado contigo mas qualquer dia, a qualquer hora, eu vou buscar seja onde for o teu abraço, o teu beijo, o teu ombro amigo o que eu trouxe comigo foi o brilho do teu olhar o afagar gostoso do nosso carinho trouxe a estrada, o caminho, eu trouxe o mar e a certeza que vou voltar o que eu trouxe comigo foi um lindo relampejar o cheiro do cheiro do nosso ninho trouxe a madrugada, as estrelas, eu trouxe o luar e a certeza que vou voltar |
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O DISCO DE GONZAGA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| quando ela disse qu’ia embora eu pensei: é lorota, não acreditei ela arrumou os cacarecos, bugigangas e bregueços e eu nem liguei ela tava decidida, arretada, p da vida quando me deixou até o disco de gonzaga que eu tanto gostava, a danada levou o passarinho, a gaiola, minha rede, a radiola e o despertador eita mulher geniosa essa que eu fui arrumar nunca aceitou o meu cigarro, a cachaça e nem meu jogo de bilhar reclama ate da resenha com os amigos na mesa do bar me deu o fora, se mandou e foi embora pra nunca mais voltar a saudade é grande, a tristeza é danada fico acordado até de madrugada pastorando a solidão volta amor e nessa volta por favor me traga aquele velho disco de gonzaga o resto não traga não, precisa não... deixe pra trás, esqueça tudo pela longa estrada me traga só o disco de gonzaga e as batidas do meu coração |
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O POETA E O CARTEIRO |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Osmando Silva |
| zeca eleuterio, de passagem por floresta enganchou-se numa festa na casa de seu tata enrabichou-se por rosinha de amadeu dançou que o pé doeu findou por se apaixonar e tome carta, dia e noite, noite e dia tome muita agonia, saudade da caboclinha até poema, zeca se inspirou e fez quase endoideceu de vez se alembrando de rosinha e a rosinha, mulata muito encorpada sentindo que era amada garrou a se arrumar era perfume, fita e vestido novo já desconfiava o povo que ela tava pra casar zeca eleutério, já de munheca doída de tanta carta escrevida não deu um tiro certeiro porque rosinha, tão bonita, coxa farta de tanto receber carta se apaixonou pelo carteiro zeca chorou, a noite toda, o dia inteiro o pobre não teve sorte perrdeu carta e envelope e a rosinha pro carteiro |
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O QUE SERÁ DE MIM? |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| o que será de mim, das flores do jardim, o que será do ar, do ar, do ar tentei, não consegui ver, o que será de mim quando crescer o que será do mar? o que será das flores e suas cores, dos amigos, dos amores se ninguém se preocupa em cuidar? o que será do céu e das estrelas, hoje ainda posso vê-las mas ate quando eu vou poder enxergar? não sei se mereço esse mundo não sei porque o poço é profundo só me resta fazer a minha parte tentar, clarear o escuro lutar pelo nosso futuro e buscar realmente uma paz de verdade o que será de mim, das flores do jardim, o que será do meu chão, meu chão, meu chão é triste espiar morrer, o mato que eu nem vi crescer o que será do meu sertão? o que será dos rios e afluentes, dos bichos inocentes se ninguém se preocupa em cuidar o que será de nós daqui pra frente, das chapadas e nascentes ate quando eu vou poder me banhar? |
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O TEMPO TEM PRESSA |
Xico Bizerra/Braulio Medeiros | Adelmario Coelho |
| ninguém tem direito de acordar um sonho que sequer sonhou não cabe em meu peito colher lavoura que não se plantou exijo respeito, não fale de amar se jamais amou não brinque de deus com a minha dor não queira milagre sem pagar promessa o chão é estreito, não queira ser campo se nem grão tu és repare a estrada em que pisei meus pés aprenda o caminho que o tempo tem pressa não adianta puxar o tapete, cortar o punho da rede que eu já sei me balançar o que eu não posso é aceitar intriga, sou de paz, não sou de briga é só você não me assanhar faz tanto tempo, pra mais de um ano que eu costuro o pano e a roupa não sai eu vou à luta e não entrego os pontos se vale a pena eu conto e reconto o meu sorriso vai andar comigo, nasci pra cantar de onde eu vim escuro não faz medo vou ser feliz, mais tarde ou mais cedo meu coração já se apronta pra de novo amar |
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O TERREIRO DOS MEUS ÓI |
Xico Bizerra | Jorge Neto |
| o terreiro dos meus ói tu vives a aguar não sabes o quanto dói tanto tempo a te esperar um segundo é um ano inteiro, milênios de solidão a saudade é um formigueiro roendo meu coração vem-se embora que eu tô te esperando não importa até quando o que interessa é tu chegar vem depressa que meu peito já não agüenta vem trazer a água-benta pra dar jeito em meu penar vem pra cá, desengaiola a alegria vem trazer tua magia, minha vida ‘tá um breu és água doce, bem dormida na quartinha vem pra nossa camarinha, vem botar sentido n’eu |
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OFERENDA |
Xico Bizerra/Bebe Natercio | Irah Caldeira |
| te trazemos doses dessa mãe natura somos criaturas a te assemelhar trazemos as flores os frutos os cheiros e os mais certeiros bosques do amar te trazemos todo perfume da serra trazemos da terra os seus frutos bons da felicidade temos a semente que é pra nossa gente provar dos seus dons e que o cheiro das manhãs habite toda imensidão e que a paz inunde o nosso coração |
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ONDE MORA O MAR |
Xico Bizerra e Roberto Cruz | Edilza Aires - Roberto Cruz c Part Abissal |
| por sobre a terra num baque virado nordestinado, vida desafio no eterno cio desse navegar o rio é quem sabe onde mora o mar pergunto pro rio onde mora o mar ele me responde: - do lado de lá muito acima da sombra da ponte adiante da casa onde o sol se esconde do outro lado de onde vem o cântico de quem foi rio e se pariu atlântico se avizinhou do nosso querer-bem além da esquina do além do além num poço fundo, mais que o próprio chão e tão profundo quanto essa canção pergunto pro rio onde mora o mar ele me responde: - do lado de lá oh!capibaribe de pele escura tua cor se mistura, sagradeia o mar me deixa cantar-te, ó rio-oceano meu rezar profano te oferendar |
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OS PASTORES E O MENINO DEUS |
Xico Bizerra/Bebe Natercio | Território Nordestino - Bira Delgado |
| os pastores levaram o seu rebanho para ver o menino que nasceu a promessa de deus tava cumprida o que prometera aconteceu na manjedoura nasceu o deus menino salve salve o menino deus e a luz da felicidade fazia seguirem a estrela guia se ajoelham para o novo divino o menino deus, josé e maria já que por tanto tempo ele foi esperado chegou e trouxe muita alegria para o mundo baixou a nova luz da chegada do nosso salvador muitas flores encheram os jardim para dar boas-vindas ao pastor é um tempo tão bom de esperança de alegria, de paz e de amor |
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PANDEIRO DOIDO |
Xico Bizerra e Roberto Cruz | Roberto Cruz c Part Silverio Pessoa - Roberto Cruz c Part Marrom Brasileiro |
| coco coqueiro, coqueiro, coco de roda roda coqueiro, coqueiro, torna a rodar pandeiro doido, ciranda, beira da praia caia no coco não deixe o coco quebrar esse coco pop, essa vida shoping esse rock trop, tropical de alceu chuva na praia banhando a boca da noite olha o açoite do coco que canto eu e pela goela desse um gole de cachaça bendita graça de uma raça a cantar rimando a vida, vivendo de embolada dando risada, sorrindo pra não chorar |
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PAPEL DE CONFEITO |
Xico Bizerra e Junior Vieira | Flávio José-Canarinhos do Forró-Jane Lima-Kartuxo-Forró Kentão-Ant Paulino-Nerilson Buscapé-Gean Mota c Part Nádia Maia-Zé Mário&Flor de Croatá-Gena de Altinho-Ribeiro Filho-Orlando Monteiro |
| eu te dei o meu amor maior do tamanho que cabia dentro do meu peito me deste em troca um amor tão pequeninho quase nada, embrulhadinho num papel de confeito não carecia tanta pena d’eu meu coração percebeu o que você queria zombou de mim, pintou e bordou abusou e me ofertou essa ninharia ai, amor já aprendi viver sem nada já surrei ponta de faca, dei o lombo prá estaca, já levei muita lapada bobinha, que tolice a tua me dar esmola de amor não pense que eu sou moleque de rua |
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PELOS CANTOS DA CASA |
Xico Bizerra e Maciel Melo | Maciel Melo |
| a saudade invadiu a minha casa pelas brechas da alma foi entrando se espalhou pelos cantos, foi ficando a tristeza emplumou-se, criou asas fez um ninho, ciscou, espalhou brasas e a este escarcéu fui me entregando vejo vultos velozes vagueando uma lágrima de quando em quando vaza e os meus olhos pingando, olhando as telhas minhas lentes de contato estão vermelhas pois vermelha é a cor dessa paixão saudade é um amor que de longe se retrata é um carinho distante que maltrata é um aperto que dá no coração abri a porta, tirei a chave e a tramela e na janela, um bilhete dizendo: pode entrar que esta saudade faz tempo que me devora não vejo a hora de poder recomeçar |
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POÇO VERDE |
XICO BIZERRA e BRAULIO DE CASTRO | MACIEL MELO |
| num poço lindo que a noite esverdeia que a lua cheia lhe empresta o brilhar deixei meu sonho pendurado em suas águas e minha mágoas no canto do meu olhar qual cabocla que chorava de saudade felicidade foi pra longe e não voltou mas quero ver esse meu poço iluminado meu bom bocado da beleza que ficou se a cachoeira que derrama água no poço num grande esforço derramasse o rosto dela uma aquarela se faria tão bonita muito mais linda que a mulher mais bela e o caboclo, que sou eu, lá voltaria daria um beijo na cabocla me esperando no poço verde banharia a alegria só indo embora com a cabocla me amando poço verde da mesma cor dos olhos da cabocla linda se ela viesse pra matar a minha sede eu ficaria muito mais feliz ainda |
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PROCÊ NÃO CHORAR |
Xico e Adalberto Cavalcanti | Irah Caldeira |
| sou esse bandolim, amigo-irmão do cavaquinho desde sempre me alinho ao camarada violão proseio com o pandeiro, grande companheiro e vou colhendo as harmonias bem dentro do coração bemóis e sustenidos lá no fundo do meu peito provam que o amor-perfeito faz a gente se alegrar por isso é que faço acordes com tanto carinho e vou tocando esse chorinho pr’ocê não chorar sou esse bandolim recém-casado com a flauta que em toda serenata se enamora do luar tem um surdo que é sisudo mas não fica mudo compassa alegrias juntas com meu tremular me chamam mandolina mas não é esse meu nome só sei que a tristeza some se ficas a me escutar por isso é que vou estar sempre em teu caminho e vou tocando esse chorinho pr’ocê não chorar de nazaré a lacerda, pelas noites cariocas, toco brejeiro em odeons sapato novo que o andré, ingênuo, descalçou naquele jogo que tava um a zero e empatou te ofereço, meu amor, do céu um pedacinho delicado ninho a te abrigar num canto de lamento que é tão brasileirinho carinhoso é meu chorinho pr’ocê não chorar |
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QUE NEM BOCA CAIEIRA |
Xico e Reinivaldo Pinheiro | Reinivaldo Pinheiro - Chico Bala - Gláucio Costa |
| Meu coração ‘tá feito boca de caieira ta que nem uma fogueira numa noite de são joão ta roendo, ‘tá querendo dengo, ta que nem um maulengo mole-mole de paixão venha correndo que eu tô que não me aguento vem por fim a um sofrimento faç’isso comigo não venha depressa que eu tô lhe esperando não me importa até quando o que interessa é tu chegar venha amuntada num raio dum relampejo que eu guardei mais de mil beijos pra hora de te beijar e tome cheir, arrasta-pé a noite inteira você vai ver o nosso amor se ‘agasaiar’ nós dois juntinhos numa eterna brincadeira feito criança nos terreiros de iaiá |
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QUERO MEU SERTÃO DE VOLTA |
Xico e Reinivaldo Pinheiro | Ilana Ventura |
| não tem mais tropeiro, nem um sanfoneiro em dia de feira não tem chão batido, um assar de milho, brasa de fogueira foi-se a poesia, cadê cantoria, ‘quêde’ o sabiá? ta faltando abraço, da noite um pedaço pra se namorar procurei, em vão, um balanço bom, saudade da rede água bem friinha, vinda da quartinha matar minha sede e o florar do mato destroçado insiste em não frutificar oh! meu padim ciço, tanto rebuliço, não dá pra esperar quero é brincar no terreiro, da chuva sentir o cheiro, quero abrir a porta pr’um sorriso verdadeiro, não quero dinheiro, quero meu sertão de volta onde esta a flor, onde esta o amor, onde esta? não sei o asfalto esconde as pegadas das veredas onde andei até a lua branca de tanta vergonha foi se esconder se o progresso é isso, disso eu não preciso, eu quero é viver cadê a natureza? não tem mais pureza nesse meu sertão só se ouve verso no caminho inverso da minha canção e o vaqueiro forte, procurando a sorte, se pega a rezar purgando o castigo de um povo tangido a se humilhar |
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RESTOS DE SAUDADE |
Xico e Alcymar Monteiro | Alcymar Monteiro |
| restos de saudade na avenida cacos de esperanças pelo ar fim de uma festa, de u’a vida sobras de um frevo que não se quer cantar risos ancorados na lembrança máscara a esconder o meu o chorar sonhos só sonhados numa dança um beijo que se foi antes de me beijar saudade que dói, machucando a gente beijo fugente, nem um acenar dor do adeus, fruto só semente abraço vadio, não deu tempo me dar na quarta feira, logo que a festa acabar vou sair, vadiar, vou brincar de amor com você não vou deixar o outro carnaval chegar pra recifolindar, pra te dar todo meu bem querer |
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RISO DE CANTO A CANTO |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Bira Delgado - Adelson Viana |
| além dos anjos de verdade não existem anjos a não ser você cuidando da minha vida, me dando guarida, a me proteger e o paraíso de que falam se não tem você, não é paraíso por isso a minha alegria quando encontro o teu sorriso num amanhecer riso de canto a canto é canto que acalanta o amor que preciso riso de canto a canto quando teu sorriso invade a manhã com olhos de amor e mãos de tecelã desfiando o dia que ainda vai nascer riso de canto a canto fartura de carinho, safra garantida presente de deus para minha vida chuva de alegria, tempestade de prazer |
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ROBERTO ZOADEIRO |
Xico e Roberto Medeiros | Roberto Medeiros (Quinteto Violado) |
| sou roberto, o zoadeiro toco ganzá e pandeiro pra animar a nossa gente e se o povo quer dançar eu me dano a zabumbar nem preciso de aguardente |
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ROSA MORENA ROSA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| rosa é bonita e é também maria tem pés de ventania e doçura no olhar carrega no cabelo as cores da alegria quanto mais olho pra rosa, rosa teima em não me olhar ela é uma rosa e é também morena tem cheiro de açucena no seu colo a fulorar veste um vestido que tem a cor do seu nome toda vida a rosa some quando vou lhe procurar ela é uma rosa e é também mulher todo cabra sonha em ter essa rosa no jardim quanto mais eu digo sim, ela diz que não me quer. ela é uma rosa e é também canção sei que um dia ainda vou ter essa rosa ao natural perfumando o meu quintal, desabrochando em minhas mãos |
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SAUDADE DANADA |
Xico Bizerra | Aécio dos 8 Baixos |
| bateu no peito uma saudade danada da coisa amada, do meu pé de fulô que foi embora, sem sequer me dizer nada feito fada encantada que um dia se encantou e me deixou ‘garrado com a solidão plantou no meu coração, tristeza, desalegria e eu chorando, dia e noite, noite e dia, faz tempo que eu não sabia o amargo dessa dor me deixou triste, sem rima pra poesia me mostrou quanto valia ser feliz, ter um amor vem amor, bem querer vem e traz de volta a alegria, acaba com essa agonia, vem me desentristecer vem amor, vem paixão vem me dizer que eu inda sou o que já era vem por fim a minha espera vem me dar teu coração |
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SE E POR FALTA DE ADEUS |
Xico Bizerra | Joana Angelica |
| se é por falta de adeus, amor tome aqui um ‘va-s’imbora’ pode ir pra bora-bora, juazeiro, escandinávia, noruega ou japão meu coração desaprendeu a ficar sofrendo por isso e que eu tô dizendo se é por falta de adeus, adeus mas se ‘ocê quer voltar, amor tome aqui um ‘venh’imbora’ venha logo, sem demora, que a porta ‘tá aberta, te espero no portão meu coração já esqueceu aquela nossa intriga só peço nunca mais me diga pelo amor de deus, adeus é tão bom nós dois aqui juntinho gozando a vida sem despedida, do meu lado tu acalentando os sonhos meus é tão gostoso esse nosso amor, a gente se abraçando a vida vai passando, e fica se afastando o tempo do adeus |
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SEM EIRA NEM BEIRA |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| vou te pegar, paparicar, dar nó usar cipó imbira pra amarrar te cortejar, te dedicar um forró fazer você nas nuvens viajar vou fazer versos e cantar na feira casar na igreja e tambem no papel é que eu não sou, mas um sem eira nem beira acabou-se a brincadeira de viver ao léu é que eu não sou, mas um sem eira nem beira sendo dessa maneira eu tiro o meu chapéu misturo o meu suor com a minha sanfona pra conquistar a dona do baião que eu vou tocar se melhorar estraga esse forró vem pra cá meu xodó vamos namorar |
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SETE SAUDADES |
Xico Bizerra/Braulio Medeiros | Yran Palmeira |
| meu bem-querer ‘tá na garupa da saudade que o peito invade e corta mais que canivete se eu encontrasse um jeito de apressar o tempo chegava aos oito sem precisar contar sete há sete sóis que eu ‘tô te esperando faz sete luas que aqui você não vem sete saudades povoando as minhas tardes sete vontades de encontrar você, meu bem são sete cores qu’eu guardo pra te enfeitar sete sabores dos mais nobres que eu já vi há sete vidas que eu tenho pra te dar sete pecados pra pecar junto de ti sete pedaços de um coração partido sete gemidos sem ato de contrição sete meninas de domingos e toinho sete sanfonas a tocar xote e baião sete verdades brigando com as mentiras sete embiras dando nó no coração sete novenas aguardando o milagre sete mil acres de tristeza e solidão são sete notas, segredos a sete chaves são sete aves acoitando o nosso amor sete arco-iris descolorindo u’a vida sete partidas, sete jardins sem ‘fulô’ |
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SEU BRINQUEDO |
Xico Bizerra e Roberto Cruz | Andrezza Formiga |
| a noite inteira quero ficar com você na brincadeira até o dia clarear de pega-pega, esconde-esconde, de carinho agarradinho brincando de namorar se balançando no balanço do amor imbalançando o coração vamos brincar e se for sonho eu quero ficar sonhando não me acorde pro sonho não acabar faça de conta que eu sou o seu brinquedo venha sem medo pra brincar com meu amor use e abuse do meu colo, do meu beijo do meu desejo, meu carinho e meu calor |
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SOU TOINHO |
Xico Bizerra e Toinho Alves | Toinho Alves (Quinteto Violado) |
| sou toinho, contra-baixo lá do mato, cabra macho me chamam nordestinado tenho a alma festeira de segunda a sexta feira dia santo ou feriado |
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TECELÃ |
Xico Bizerra e Maria Dapaz | LEDA DIAS |
| onde quer que haja um tear haverá de ter e terá dedos finos, macios a tecerem seus fios num trançado bonito, gostoso prenúncio do gozo nos dedos vadios dos eternos cios se um dia houver amanhã sonharei ter a tal tecelã prá bordar os meus sonhos pesadelos medonhos serão só rebarbas e sobras juntarei minhas dobras com dobras tão belas perfeita aquarela e eu, também tecelão tecerei alegrias pro meu coração e pro dela |
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TOCAIA DO DESTINO |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho - Fua de Carvalho - |
| o destino preparou uma tocaia na esquina em que passou meu coração bem disfarçado veio num rabo de saia traiçoeiro que nem bala e deu-me um golpe de paixão feriu de morte a minha vida e hoje eu vejo me enganou me deu um beijo e eu crente que era feliz depois partiu levou toda a esperança e eu fiquei feito uma planta preso até a raiz façisso comigo, não, tenha pena deu você não pode assim me judiar tô me sentindo feito um jardineiro que tem rosa no canteiro e não tem água pra aguar só sou feliz com você do meu lado façisso comigo não, vem me dar um cheiro eu tô doidim pra ver o teu abraço enrroscado no calor do meu desejo façisso comigo não, meu bem, façisso comigo não, meu amor você é rosa assim cheia de mel e eu sou seu beija flor façisso comigo não, meu bem façisso comigo não, meu amor eu to doidim pra me fartar de mel feito o seu beija flor |
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TODO AMOR QUE HÁ |
Xico Bizerra e Jr de Sousa | Bia Marinho - Samuel de Abreu |
| o céu enluarado beija a água do rio e a terra no cio deixa verde o chão onde acendo uma estrela e alumio um clarão pra apagar dos teus olhos toda a escuridão tem janela com flores mangueiras no quintal lá não moram dores não se pensa o mal mesa primavera nunca falta o pão e a canção que se escuta traz a rima das cores tem sabor de fruta gosto dos amores e a lua a fazer renda recita o verbo amar meu peito, oferenda de todo amor que há teu brilho é o meu farol |
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TRINTA DE FEVEREIRO |
Xico e Adalberto Cavalcanti | Dalva Torres |
| és trinta de fevereiro agulha em palheiro, como te achar? pedi ao meu padroeiro rezo o ano inteiro, hei de te encontrar botei a fé na sacola junto da viola prá te procurar enfrento toda seca ou correnteza na certeza de que um dia chego lá e aí eu troco a tristeza pela beleza desse teu olhar os meus ‘oio’ marejou, rio encheu, secou, da dor, sou meeiro macambira fez-se flor, mandacaru florou, e eu, tão roedeiro mas vou aonde for preciso não importa o quanto caminhar eu vou atrás do paraíso, que é o teu sorriso que é o teu abraçar eu vou atrás do paraíso, levo o meu sorriso sei que vou te achar |
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UM CANTAR DE AMOR |
Xico Bizerra e Maria Dapaz | Maria Dapaz |
| vou te cantar um canto de amor que espante a dor e cure a cicatriz vou te cantar um canto de paz um canto capaz de te fazer feliz vou te cantar um canto saudoso um canto amoroso, meu carinhar vou te cantar apenas o meu canto prá espantar teu pranto prá te alegrar um canto pra dizer que és o meu amor pro mundo saber que és o meu amor um canto belo, breve, singelo que é pra tu saber que és o meu amor |
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VEM |
Xico Bizerra e Leninho | Leninho |
| vem, marazular a minha vida vem, noitestrelar o meu viver vem, minha flôr, gonzaguear minha cantiga vem passarinhar o amanhecer. me trás o sol, pra iluminar o que há em mim e o arrebol, pra completar minha canção me traz calor, rosaflorando o meu jardim e aluz do teu amor, candeeirando a escuridão. tu és do meu poema toda rima e da minha reza credo e fé lua, emoldurada na neblina vem ganhar afago e cafuné |
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VENHA TOMAR CONTA DEU |
Xico Bizerra/Bráulio Medeiros | Maria Lafaete |
| se eu disser que vou embora, amor por favor não deixe não segure na minha mão me cafune um cafuné venha tomar conta d’eu se eu disser que vou embora, amor por favor nem dê ouvido feche a porta pro escuro acenda a luz do futuro e venha tomar conta deu tô carecido de você perto de mim tô precisado de você aqui do lado as vezes falo sem o coração sentir e o que se fala, não tem volta, ‘tá falado e se eu disser que desse amor eu não preciso faltou juízo, pensamento endoideceu passe a corda na cancela, bote chave e tramela venha cuidar do que é seu sem ferrolho ou cadeado deixe o peito escancarado e venha tomar conta deu |
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VIDA E VIDA SEVERINA |
Xico Bizerra e Anchieta Dali | Sevi Nascimento |
| desde quando pequenina que me chamam severina sementeira do servir se vi mais forte, não lembro de janeiro a setembro outubros que nunca vi sou da brenha, sou da estrada, sou do tudo, sou do nada, sou da mata, colibri sou cacimba de alegria, sou rio, sou invernia, severina, sou sevi sou cantante, sou toada sou sertão, sou passarada, sou canto da juriti sou baião, xaxado e xote, sou água dormida em pote severina do servir vida e vida severina cantar é a minha sina pelas vidas que vivi sou serena, sou severa, sertaneja, sou ‘de vera’ severina no servir |
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XOTE DO GRANDE AMOR |
Xico Bizerra e Luciano Nunes | Rosaura Muniz |
| paixão assim não se esconde, não é fogueira acesa, amor-correnteza dentro do meu coração quero que o mundo inteiro saiba deste grande amor, amor que é tão puro e verdadeiro companheiro, irá comigo aonde eu for faz tanto tempo eu não sentia tanta alegria, meu beija-flor eu perdôo o teu jeito de viver e aceito teu às vezes me esquecer eu perdôo porque só quando eu estou nos teus braços é que sei o que é o amor |
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